terça-feira, 28 de fevereiro de 2006
De Jaquot a Tiaga - Ou, a "vingança do chinês"
O Reboliço arranjou uma namorada. É uma gata e chama-se Tiaga (era para ser "Jaquot", mas a finória não se afeiçoou ao nome - o Reboliço traduziu-o para português e deu-lhe um ar mais feminino). É um namoro arranjado, a que o Reboliço, ao princípio, torceu o nariz. A bichana foi-lhe imposta pelos donos da Luca, que se vingaram de ele lha ter, intrusivamente, dado a conhecer há mais de um ano. Photo soon, para que se veja como ela o conquistou.
sábado, 25 de fevereiro de 2006
Carnaval
Em Loulé, 100 anos que já tem e, desde que o Reboliço se lembra, sempre com alguma chuva - meio dia, pelo menos. O penico do Algarve, no Carnaval.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2006
Clube de Leitura
O mano quer fazer um clube de leitura, em tardes de Verão agora, com comidinha para debicar entre os livros. "E de vez em quando tinha que sair uma tirada em tom pachecal, tipo: '... artigalhada, só letrinhas...'"
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Mano
Refazer fotografias
O Reboliço pensa. Se alguém lhe diz que quer refazer uma fotografia querendo dizer que quer reviver uma situação fotografada, mas sem que as pessoas fotografadas sejam quem a quer reviver, o que se passa com a reconstituição do real? Poderá dizer-se que se re- vive ou que se re- faz, fotografia ou coisa fotografada?
Mano says:
"Fui andar de helicóptero!"
"E então?"
"Até se viam pessoinhas, vi prisioneiros a jogar uma peladinha na prisão mais sofisticada do país!, fica mesmo ao lado de um alto clube de golf!"
"E então?"
"Até se viam pessoinhas, vi prisioneiros a jogar uma peladinha na prisão mais sofisticada do país!, fica mesmo ao lado de um alto clube de golf!"
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Mano
terça-feira, 21 de fevereiro de 2006
A Metamorfose
Uma manhã, despertado de sonhos angustiantes, o Reboliço viu-se sobre a cama, transformado num insecto monstruoso. Não era muito monstruoso, na verdade. Era um insecto como outro qualquer e os insectos não são monstruosos (que o diga Ernst Jünger, por exemplo). Os sonhos também não tinham sido muito angustiantes, na verdade. Não - eram sonhos sem nada de extraordinário, ou nada mais extraordinário do que os sonhos vulgares. Sonhara com a tia e a mãe, não se recordava com precisão o quê. O que, sim, era assustador era que a transformação o deixara opaco.
domingo, 19 de fevereiro de 2006
"Pampered" Reboliço
O Reboliço passou o domingo mimadinho - a Lagarta deu-lhe de comer e beber e até lhe pasosu a mão pelo lombo. Retribuição, pela voz de George Bernard Shaw:
"What Ibsen insists on is that there is no golden rule – that conduct must justify itself by its effect upon happiness and not by its conformity to any rule or ideal. And since happiness consists in the fulfilment of the will, which is constantly growing, and cannot be fulfilled to-day under the conditions which secured its fulfillment yesterday, he claims afresh the old Protestant right of private judgment in questions of conduct as against all institutions".
"What Ibsen insists on is that there is no golden rule – that conduct must justify itself by its effect upon happiness and not by its conformity to any rule or ideal. And since happiness consists in the fulfilment of the will, which is constantly growing, and cannot be fulfilled to-day under the conditions which secured its fulfillment yesterday, he claims afresh the old Protestant right of private judgment in questions of conduct as against all institutions".
(de: The Quintessence of Ibsenism, p. 69)
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2006
terça-feira, 14 de fevereiro de 2006
domingo, 12 de fevereiro de 2006
sábado, 11 de fevereiro de 2006
(cont.)
"Então ficas com o n° 7, ficas na cauda, o resto já está ocupado, a Luísa vai à frente, arranjou um capacete em forma de bala que mandou pintar de verde prata!"
Se o chat no gmail tivesse smileys, o Reboliço teria inserido o de olhos muito abertos, ar surpreeendido e interrogativo (o que se inventa que os bonecos dizem!...). Como não tem, digitou: ""Ficas com o nº 7"???". Pisca a barrinha laranja, "mano says": "No tobogan. Assim fica fechada a equipa para Turim. Tás a ver? Dah!..." "Ok. O 7 costuma dar-me sorte."
Se o chat no gmail tivesse smileys, o Reboliço teria inserido o de olhos muito abertos, ar surpreeendido e interrogativo (o que se inventa que os bonecos dizem!...). Como não tem, digitou: ""Ficas com o nº 7"???". Pisca a barrinha laranja, "mano says": "No tobogan. Assim fica fechada a equipa para Turim. Tás a ver? Dah!..." "Ok. O 7 costuma dar-me sorte."
Chat no gmail
Orgulhoso, o Reboliço conta ao irmão que está a ter aulas de defesa pessoal. "Para quê?", pergunta o mano. "Só porque sim, e para fazer companhia a outros vizinhos." "Pois eu cá," lê o Reboliço quando pisca a tirinha laranja a dizer "mano says", "inscrevi-me nas aulas de desenforma de queques integrais que estão a dar na cantina da universidade nova, ao campo pequeno." "Ah sim? E o que vem a ser isso?" Pisca o laranja: "Bem, aprende-se a desenformar queques - integrais - de maneira a que fiquem bonitos para servir nas cantinas. É muito útil." O Reboliço pensa, pensa, e digita: "Posso citar no blogue?" Pisca o laranja outra vez: "Podes, mas as inscrições já estão fechadas, se quiserem ir é só para ver."
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2006
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2006
Lembrete (II)
"A arte da memória é como uma escrita interior." Neste momento, entendo por "interior" o chip do telemóvel.
"A arte da memória é como uma escrita interior." Neste momento, entendo por "interior" o chip do telemóvel.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2006
Efeitos nefastos do politicamente correcto
(Ou, Aqui há quinhentos anos ninguém se preocupava com estas coisas e daqui a outros quinhentos ninguém se lembrará disto)
"E achas que posso citar-me?, não será auto-plágio nem nada?"
terça-feira, 7 de fevereiro de 2006
Esclarecimento
O céu do Reboliço não é o mesmo céu de Maria Maddalena. A indecisão não era bem a mesma.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2006
Flautinha
Há no prédio onde moro um (ou uma) flautista. Leva os dias a flautar. Manhã, tarde e noite seguidas. Ainda um dia lhe pedirei que mude a música.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2006
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