sábado, 29 de abril de 2006
Accomplishment
É uma palavra que normalmente se traduz por "sucesso". Mas há locuções mais aproximadas, ainda que menos elegantes, como "coisa cumprida", ou "trabalho feito". Esta noite, na Casa da Cultura de Loulé, mais uma vez sobe à cena (é que o palco é elevado...) Notas para Esquecer. Os actores estão cada vez melhores!
sexta-feira, 28 de abril de 2006
Dame Muriel
Sei, quase um mês depois, da morte de Muriel Spark. Ando desatenta, ou não se liga muito a esta escocesa simpática e ferrenha da boa escrita?
quinta-feira, 27 de abril de 2006
quarta-feira, 26 de abril de 2006
Continua o mano (chame-se-lhe parvo!...)
O Reboliço já tinha pensado deixar aqui um agradecimento público ao mano pelos momentos de inspiração para as Cartas. Não que ele o lesse - diz que nunca sabe o endereço, e que se aborrece de labirintar pelo Google à procura da página. Suspiro. Agora, isto:
"Olha, sabes, estive a pensar numa coisa... esta cena dos blogues podia dar uns dinheirinhos...
Eu vendia-te à linha. O que dizes?, e depois até podíamos fazer sociedade e crescer, mandar para outros blogues e assim..." (O Reboliço aprecia particularmente o "crescer". Gosta da ambição, tão característica do mano.)
"Pensa lá nisso, tenho muita inveja desses marmelos que passam os dias a olhar para o tecto a tentar encontrar maneira de ganhar uns cobres sem fazer nenhum... Se a coisa tivesse sucesso, eu podia passar a integrar esse clube!"
É justo.
"Olha, sabes, estive a pensar numa coisa... esta cena dos blogues podia dar uns dinheirinhos...
Eu vendia-te à linha. O que dizes?, e depois até podíamos fazer sociedade e crescer, mandar para outros blogues e assim..." (O Reboliço aprecia particularmente o "crescer". Gosta da ambição, tão característica do mano.)
"Pensa lá nisso, tenho muita inveja desses marmelos que passam os dias a olhar para o tecto a tentar encontrar maneira de ganhar uns cobres sem fazer nenhum... Se a coisa tivesse sucesso, eu podia passar a integrar esse clube!"
É justo.
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Mano
O mano e os círculos infernais
O Reboliço sabe que, para assustar o mano, lhe basta dizer "Banco!" ou "Finanças!". Segundo ele, "no 5° círculo do inferno (ou outro) onde o Dante pôs uns gajos a assar e o Woody Allen pôs o tipo que inventou as divisórias de alumínio... 'tás a ver? Eu punha gajos das Finanças e cambada dessa por aí abaixo..."
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Mano
segunda-feira, 24 de abril de 2006
1755
Para ver, porque dá gosto ver coisas muito bem feitas. Textos bons, actores bem dirigidos, encenação excelente, cenários pensados ao milímetro, música perfeita!
sexta-feira, 21 de abril de 2006
quarta-feira, 19 de abril de 2006
E se não escrevo?
Será por não ter nada para dizer? Há uns dias acordei a meio da noite - ralações. Agarrei num molho de folhas limpas e escrevi. Reli esta manhã e não me lembro de ter escrito aquilo, ainda que a letra seja a minha - o que me faz pensar que, na verdade, há coisas que têm de ser escritas, malgré moi même.
segunda-feira, 17 de abril de 2006
Há alturas em que o mundo parece muito injusto.
O Reboliço não é de ficar acabrunhado, metido em si quando lhe "entra uma paixão pelo organismo". Mas há dias em que, quando procura o riscozinho de luz entre o peso das cortinas, só desvela mais negrume. Faz então o que lhe soa mais sensato: põe a pata direita sobre a esquerda, as duas por baixo do focinho, deitado. Inspira fundo ao mesmo tempo que deixa cair as pálpebras e pensa: quando abrir os olhos, tudo estará mais leve. A alternativa seria gritar com alguém, dizer mal do mundo, espernear. Nada que lhe dê gosto - gritar com alguém, só se for para que se ouça de muito longe como é grande o amor que tem; dizer mal do mundo, só se for para se queixar de ser o mundo pequeno e curto; espernear, só se lhe fizerem cócegas na barriga...
(Estava no gabinete, entrou uma senhora que vem limpar o caixote do lixo e ver se há outras limpezas a fazer. Pedi-lhe que deitasse fora umas flores já secas da jarra, que o meu colega trouxera. Ofereceu-se para levar a jarra e despejar dela a água. Foi. Regressou com a jarra limpinha e um sorriso do mais largo. Há recompensas, também.)
(Estava no gabinete, entrou uma senhora que vem limpar o caixote do lixo e ver se há outras limpezas a fazer. Pedi-lhe que deitasse fora umas flores já secas da jarra, que o meu colega trouxera. Ofereceu-se para levar a jarra e despejar dela a água. Foi. Regressou com a jarra limpinha e um sorriso do mais largo. Há recompensas, também.)
domingo, 16 de abril de 2006
Páscoa fora do moinho
Não terá sido a primeira vez, mas foi estranho porque a família estava quase toda junta. O Reboliço passou a Páscoa fora do moinho.
Aproveitou para se imiscuir nas tradições da terra onde esteve. A "Mãe Soberana", de Loulé, desce neste dia da sua igreja (há turistas que julgam que aquele santuário é um edifício da NASA, heheh!) para a cidade. Dali, só regressará duas semanas depois da Páscoa, em dia de Festa Grande.
Aproveitou para se imiscuir nas tradições da terra onde esteve. A "Mãe Soberana", de Loulé, desce neste dia da sua igreja (há turistas que julgam que aquele santuário é um edifício da NASA, heheh!) para a cidade. Dali, só regressará duas semanas depois da Páscoa, em dia de Festa Grande.
sexta-feira, 14 de abril de 2006
O tempo certo
Às vezes tenho a sensação precisa que existem tempos certos para as leituras. Não estou ainda capaz, por exemplo, de uma leitura justa da totalidade de Desdesig, de Narcís Comadira (embora haja poemas como "Certesa"). Por outro lado, sinto que é no momento exacto que leio os contos de Sérgio Sant'Anna. Por tomar para jogo estas palavras: "poeta, deuses, pecado, anjo, pântano, vermes, caranguejo, flores, pássaros noturnos, lírios, vaga-lumes" (p.35).
quarta-feira, 12 de abril de 2006
O mano não gosta do msn
Quando o Reboliço insiste, com argumentos pragmáticos, dá nisto:
Mano: ok, agora pensa numa esfera dourada que tens dentro do teu peito...
já pensaste?
Eu: o QUÊ???
Mano: Agora imagina que flutuas... Já está?
Eu: passaste-te!
Mano: (não escrevas alto pá, isto é zen)
Mano: ok, agora pensa numa esfera dourada que tens dentro do teu peito...
já pensaste?
Eu: o QUÊ???
Mano: Agora imagina que flutuas... Já está?
Eu: passaste-te!
Mano: (não escrevas alto pá, isto é zen)
Médicos de família
O Reboliço almoçou com a mana. Falaram dos problemas da família. "Tenho de levar a Tiaga ao psiquiatra. Continua com a fixação de que é o que não é. Hoje não parou de arrulhar." "Pobre de ti. Mas olha que eu não estou em menores cuidados. Tenho de ir com o Lucky Luke* ao cardiologista. O veterinário detectou-lhe um problema cardíaco. Ai, a minha vida..."
*Ainda não foi formalmente apresentado nas Cartas. Começou por ser um dos pretendentes da Luca, agora é um dos seus concubinos.
*Ainda não foi formalmente apresentado nas Cartas. Começou por ser um dos pretendentes da Luca, agora é um dos seus concubinos.
segunda-feira, 10 de abril de 2006
Domingo de Ramos
O Reboliço foi à varanda - alguém o alertara para as chamas na varanda vizinha. Empoleirou-se sobre a balaustrada, espreitou e, antes que perguntasse, a D. Mimi disse: "São os ramos de palma do ano passado. No Domingo de Ramos trago ramos novos e tenho de queimar os antigos. Em cima pus alecrim, que arde melhor. A palma é muito má de arder. Desculpe-me a fumarada. Tenho de os queimar, não os posso deitar fora - é que estão benzidos." O Reboliço aspira o ar de nuvens de ervas queimadas e lembra-se do alecrim do moinho. Queimado nas noites dos santos, fervido para a água da avó.
sexta-feira, 7 de abril de 2006
Revivalismo
A Tiaga, muito vaidosa, anda a ver fotografias antigas e a comparar a sua beleza com a das estrelas da moda felina. Esta é de 1956. Sissi, a gata da Dona Mimi. O Reboliço pensa: "É tão parva, esta gata!..."
quinta-feira, 6 de abril de 2006
quarta-feira, 5 de abril de 2006
Irritação!
O Reboliço está irritado. Só faz asneiras, não lhe passa a constipação e a Les Inrocks chegou atrasada em seis dias! Além dos mais, a gata faz-lhe perder a paciência: agora, tem a mania que é papagaio... Dá-lhe umas coisas e salta-lhe para o topo da cabeça! É doida...
segunda-feira, 3 de abril de 2006
Ganda prima!
A prima do Reboliço fez anos ontem. Menos um que o ano passado. Durante o almoço, outra prima ensinava a arte de manter um casamento: "Quando um chateia, o outro amocha. É preciso ter muita paciência." O Reboliço só faz que não entende. Mas ouviu muito bem.
Do mano
domingo, 2 de abril de 2006
Cronenberg
Está certo. Depois de Spider, faz sentido Uma História de Violência. Ouvi (ou li?) de alguém que este Cronenberg é atípico. Não, não me parece.
sábado, 1 de abril de 2006
Ao cuidado do Alexandre Dias Pinto
Ao Mr D. (dantes só aqui e agora aqui), cujos elogios e curiosidade, deseducadamente, deixei sem resposta: não, Alexandre, a peça não está publicada. Talvez convença o João Tátá a fazê-la sair, se se encontrar alguma editora interessada naquele jogo que nos levou a cruzar linhas sobre leituras esquecidas. Pensámos na coisa há uns dois anos quando, numa viagem de carro, lhe li o conto/ensaio de Patrick Süskind "Amnesia in Litteris" (que saiu num volumezinho da Fnac de Bolso, creio). A partir daí, como não queríamos fazer exactamente uma adaptação do texto, criámos três actos dramáticos. O trabalho de escrita foi, principalmente, dele. O meu consistiu acima de tudo em dispor as frases, imaginar a sintaxe das palavras e dos recortes que ali convergiram. Para mim, o melhor, no entanto, continua a ser, enquanto a peça está em cena (a próxima vez será dia 29 de Abril, hei-de confirmar aqui o local, mas parece-me que será de novo na Casa da Cultura de Loulé), notar o efeito das amnésias e das memórias na representação de um texto cujo tema é precisamente o que se lembra e o que se esquece.
Agradecer
Quando, há uns meses, um amigo se queixava de saber muito pouco sobre mim, escrevi-lhe uma biografia minha, em quatro páginas e completamente "unauthorized". Terminava-a com a frase "O sentimento que me move é a gratidão".
Em Julho de 1998, alguém me escreveu uma carta em que dizia: "Isto faz parte de uma instalação chamada The Writing-Letter Project, de um artista que está em exibição aqui no Whitney Museum: Lee Mingwey. Ele diz que temos de pedir forgiveness ou to forgive someone, ou agradecer a alguém alguma coisa."
Qualquer desculpa é boa para se agradecer.
Em Julho de 1998, alguém me escreveu uma carta em que dizia: "Isto faz parte de uma instalação chamada The Writing-Letter Project, de um artista que está em exibição aqui no Whitney Museum: Lee Mingwey. Ele diz que temos de pedir forgiveness ou to forgive someone, ou agradecer a alguém alguma coisa."
Qualquer desculpa é boa para se agradecer.
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