Uma das coisas de que mais gosto em Les Plages d'Agnès é o modo como o cabelo de Agnès Varda serve de cronómetro. Mede o tempo e mostra a montagem: o que veio antes e o que foi filmado depois. Todo tingido, início ou final; coroa a embranquecer e ainda ruivo desde meio, a fazer dela um frade capuchinho, metade; só as pontas já pintadas, sem que o resto prateado lhe tire o ar agarotado, final ou início. Isso, e o ela explicar que foi por imperativo estético que, em Jacquot de Nantes, filmou, "proche, serré", a pele, os fios de cabelo, o olho de Jacques Demy a morrer de SIDA - porque, enquanto realizadora, não podia deixar de o fazer.
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quarta-feira, 11 de novembro de 2009
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Deixas o cinema para quê?
Agnès Varda diz que deixa o cinema para se dedicar às artes plásticas. O Reboliço pensa: "A outras artes plásticas."
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