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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Anúncio do que aí vem



O Reboliço pensa: se publicasse entre as Cartas toda a "Ode Triunfal", ou todo o "Opiário", ou o "Guardador de Rebanhos" com cada um dos poemas-ovelhas, seria certo e sabido que. Deixar os links para esses versos, deixa-os e mais sabe que. Então. Ouvir, verso a verso, um por um e todos do primeiro ao último, como ouviu ontem o Jorge Uribe defender que se faria e se fez, isso, oh!, a maravilha do que é irrepetível. Para as consolações do tempo depois, ameiga-se de saber que dia 21* deste mês haverá outra sessão de leituras, em voz alta, por pessoas vivas, de versos muito vivos e revivecidos. Será coisa orientada pela ciência de João Figueiredo, ciência dele sobre Camões. (No mais, o Reboliço re-ouve um Pessoa, hélas!, mais mortiço.)
*E não 14, pois a greve desse dia fará fechar o Metro e o Museu da Música, que fica dentro de dentro do Metro, encerrará.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

(Alberto Caeiro sobre...

... o que o Reboliço gosta de fazer. E sobre como gosta de o fazer.)

31

Deito-me ao comprido sobre a terra com erva
E esqueço tudo quanto me ensinaram.
O que me ensinaram nunca me deu mais calor nem mais frio,
O que me disseram que havia nunca me alterou a forma de uma coisa.
O que me aprenderam a ver nunca tocou nos meus olhos.
O que me apontaram nunca estava ali: estava ali só o que ali estava.
(Daqui, p. 131.)

sexta-feira, 29 de setembro de 2006

Caeiro e o americano

A propósito de leituras de Caeiro, o Reboliço pensou mais um pouco sobre a poesia do Mestre. Não é possível que Caeiro seja mais do que os seus versos. Em momento algum da sua existência pôde ser verdade uma proposição como a de Henry David Thoreau, quando escreveu que "A minha vida seria o poema por mim escrito, / Mas não poderia ao mesmo tempo tê-la vivido e viver para o exprimir".