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domingo, 29 de outubro de 2017

O Reboliço colecciona calendários (36)

... e, coincidência tão boa, o mês de Outubro tem um moinho lá ao fundo.


(Desenho de Theo van Hoytema.)

terça-feira, 4 de outubro de 2016

O Reboliço colecciona calendários (33)

Faz quatrocentos e trinta e quatro anos que o Papa Gregório instituiu dos dias do ano a contagem que haveria de ter o seu nome. O país do Reboliço foi dos primeiros a adoptá-lo e ainda bem que foi logo assim e não andaram em indecisões mais tempo: nesse ano de começo, cortaram dias à conta e, em vez de 5 de Outubro (ainda nem se adivinhava que viria a ser feriado; por assim dizer, em 1582 nem toda a gente saberia que o poema publicado uma década antes, chamado Os Lusíadas, era a obra que era), o dia a seguir a 4 foi 15 de Outubro. Vivesse nessas datas o Reboliço e teria sido o transtorno bem grande.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

O Reboliço colecciona calendários (32)

(E tem uma colecção de amigos que sim senhor! Muito obrigada, menino Alfarrabista.)

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Ano primeiro - ano segundo


(Foto dos moços da alegria no moinho, altaneira testemunha: Vasco Célio. Faz um ano hoje, estava o trigo já alto, verde lindo, as papoilas vermelhavam e sobreviviam, por amoroso cuidado da mãe, à chacina de ervas, as favas iam direitinho da terra para a panela, casca e tudo, de tenras. E o Reboliço, num rebuliço feliz, atava as patinhas, num nó cerrado, às patinhas do companheiro amado.)

domingo, 29 de março de 2015

"Mas o mais enternecedor de tudo são os cães" (uma década inteira)

O Reboliço levantou-se ao chamamento dos canários: o Juninho, mais expedito, deu primeiro pelos primeiros raios de sol; depois a Laranjinha e o Branquinho. Espreguiçar espreguiçar espreguiçar, bocejar, bocejar, bocejar, acertar os relógios. A Ria, ao fundo da janela, enfeitava-se de luz e de azul - o Reboliço olhava e deixava que o calor lhe entrasse nos ossos. Os dias mais longos, a Primavera, a Páscoa a chegar: a memória levava-o, sem esforço, até dez anos antes. Ao dia em que as Cartas começaram a ser escritas. Sem surpresa, mas com o acaso do seu lado, reencontrou a edição em que pela primeira vez leu as de Daudet, lá para 1980, vertidas por Ricardo Alberty e ilustradas por Georges Beuville. E ali se viu, reconfigurado, ao fundo da página 13. Nem de propósito: comemorou.


quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Felizes 3/4 de século, meu pai.


"Um testamento, do avesso: O que te dou, que a mim tens dado"

(As coisas que oferecemos são, afinal, as que desejamos de volta)
As palavras ditas - "brinco", e brincas; "e esta, conheces?" –
não do dicionário de verbos, não só.
Antes jeitos, "toma este", pendores de cabeça
para olhar o mundo de outro,
pouco mas tão diferente, ligeiro ângulo
de vista ou de sentido. Um mover de olhos,
na direcção branda do mundo, onde está o que
sempre foi mas nunca, por piedade, nomeado.
Glória esta de me dizeres
a mais bela, de o ser, como todas o somos,
de verdade.
Ou de, sem ter o nome pronunciado, sentir,
a cada sorriso que te dou, dado de ti,
as sílabas completas - agudas, breves.
As tuas, como as minhas.

(AIS, 20.XI.2014)

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Moinhos na Poesia (65)

MOINHO, MOINHO MEU
 para a Ana Isabel Soares,
moleira do Moinho Grande
 
Moinho,  moinho meu,
existe entre as mós grão
mais moído do que eu?

Vós, minha grainha,
sois a mais rala entre
as gramíneas do reino. 
Ricardo Álvaro, 29/X/2014
(Faz notar o autor que "rala", ali, equivale a "ralada", além
fora, lá. Lá-lá-lá, canto de aniversário. Obrigada, amigo.)

sábado, 29 de março de 2014

Nove anos, nove

Fez nove anos agora que se escreveu a primeira destas cartas. Por estes dias, o Reboliço anda a dormir mais do que é costume - as mais das vezes, para se esquecer da chuva. Se fareja o ar, fareja a terra, medita e quer fixar uma frase ou uma memória, vem num instante um atropelo que o sossega e não dá fim do que no pensamento começara. Já se viu, com isso, arreliado. Mas ladra a caravana das frases perdidas e o Reboliço, despreocupado, há nove anos que passa.

sexta-feira, 29 de março de 2013

Há oito anos...

... a Sexta-feira Santa foi dia 30 de Março; o Sábado de Aleluia a 31 e o primeiro de Abril calhou ser o Domingo de Páscoa. Escreviam-se aqui as primeiras cartas, ainda o Moinho não estava o brinco que hoje está; o Reboliço já assomara, mas timidamente. Timidamente.

quinta-feira, 21 de março de 2013

"Sono nata il ventuno a primavera"

Nasci a vinte e um na Primavera
mas não sabia que nascer louca,
abrir na terra torrões
pudesse soltar a tempestade.
Assim a delicada Prosérpina
vê chover sobre as ervas,
sobre o grado e gentil trigo
e chora sempre de noite.
Talvez seja a sua oração.


Alda Merini (de Vuoto d'amore, Einaudi, 1991)
Tradução, muito custosa, muito custosa: Ana Isabel Soares e Angela Gallus.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Vindo de Outubro

(Foto da capa do livro que foi prenda de parabéns, dados e dada pela D. Renata, Segunda-feira passada: Reboliço. Mais velho, mais sábio, sempre grato.)

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

"E AS PALAVRAS VÃO UNINDO / AS PONTAS DO MAR"

(Insta-foto do bolo partido pela Inês: Reboliço, em luzquefujo.)

quinta-feira, 12 de julho de 2012

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Museus

Está quase a chegar o fim-de-semana da Páscoa. Sexta-Feira de Paixão, Sábado de Aleluia, Domingo de Ressurreição. O Reboliço recorda-se que foi nesses dias, há uns sete anos, que desatou a escrever e a publicar cartas por aqui (descuidou-se, virou o ano Sábado passado e nem por isso deu, entre sair de uma linda cidade e voar para outra). Prepara-se agora para seguir para o Moinho e para a pequena cidade dele. Ali, no Sábado, será o Dia dos Moinhos. Tudo aberto, quer chova quer faça sol, à espera de quem aparecer. E em todos os dias serão Dias do Museu de Beja, que tem andado a lutar pela vida e guarda segredos que sempre o deixam pasmado.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

("io mi spalanco")


Pudore

Se qualcuna delle mie parole
ti piace
e tu me lo dici
sia pur solo con gli occhi
io mi spalanco
in un riso beato
ma tremo
come una mamma piccola giovane
che perfino arrossisce
se un passante le dice
che il suo bambino è bello.

(Antonia Pozzi, 1º de Fevereiro de 1933, 12 dias antes de completar 21 anos.
Anda, Inês, continua o que estavas a fazer.)

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Polly Jean Dickens

Goddamn Europeans!
Take me back to beautiful England
And the grey damp filthiness of ages
And battered books
And fog rolling down behind the mountains
On the graveyards and dead sea-captains.

Let me walk through the stinking alleys
To the music of drunken beatings
Past the Thames river glistening
Like gold hastily sold - for nothing.
For nothing!

Let me watch night fall on the river
The moon rise up and turn to silver
The sky move
The ocean shimmer
The hedge shake
The last living rose quiver.
(Para ouvir duzentos anos depois de ter nascido Charles, tetratribisavô de Polly Jean.)

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

"Parecendo que não, ainda se vai fazendo alguma coisinha." (post actualizado)

(Hip-foto de uma das muitas prendas aos convivas do jantar de Babette: Reboliço, a cantar, baixinho, "Parabéns a vocês...")

domingo, 30 de outubro de 2011

O Reboliço é um nefelibata (58)


(Fotos das nuvens: F. - obrigada! Foto da Bécassine a apontar para as nuvens, ao lado do P'tiprance, que pensa em como caiu delas: Reboliço, grato à I. pela lembrança doce.)

sábado, 29 de outubro de 2011

Unir o tracejado

O Reboliço lembra-se deste sábado no ano passado: a casa do moinho cheia de gente, tudo encafuado perto da lareira a abrigar-se da chuva, do vento e do frio. Um susto fora de casa, o barulho, as gotas grossas. Este ano, teve uma festa de anos peripatética, como disse Dona Renata, na cidade ensolarada, sem vento nem sombra de chuva. De um ponto a outro da cidade, entre amigos, entre risos, entre bolos, velas mágicas e sopros de muitos desejos - fez uma linha, de manhã à noite. Mesmo com os pontos que não se viram com os olhos de ver.

sábado, 17 de setembro de 2011

This is just to say

É só para dizer

Que comi
as ameixas
que estavam
na geleira

e que
provavelmente estavas a
guardar
para o pequeno-almoço

Perdoa-me
estavam deliciosas
tão doces
e tão frescas
(Tradução minha.)