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quinta-feira, 17 de março de 2011



O chão que se pisa

O Reboliço ouve a alguém da Califórnia, nem sequer de uma cidade sobre a costa, dizer que comprou ontem os últimos 80 litros de água que havia à venda no WalMart. É capaz de ser fácil achá-los loucos, quando se pensa desde este lado do mundo, quando se pisa um chão que está quieto e se respira um ar aparentemente limpo. É capaz. O Reboliço vai seguindo duas pistas, entre as não oficiais, que lhe parecem bem informadas, sérias e to the point: a Kyung Lah, da CNN, que twitta desde o Japão, e a Xeni Jardin, do Boing-Boing, a escrever desde, precisamente, a Califórnia. Além de informarem em cima da hora, incansavelmente, pensam sobre o que escrevem, sobre o que lêem. Jardin reflecte, de 140 em 140 caracteres: (1) Concern is appropriate. Neither panic nor "this is trivial" are. (2) Just bcs it "reads good," strikes emotional spot you're hoping to have massaged, doesn't mean is accurate or written by a nuclear scientist. (3) Here's a bit of advice for those feeling empathy/helplessness: RTing+reblogging things frantically without checking sources? Not helpful.
(O Reboliço vai seguindo e vai sentindo uma mágoa profunda por ver que não há paz para se lamber feridas. Not enough peace for soaring.)

segunda-feira, 14 de março de 2011

Livros caídos

O Reboliço lembra-se vagamente dos versos de uma cantilena que deve ter lido nos tempos da Escola Primária: "doía a lombada a um livro em rebuliço com os mais." Vêm-lhe à cabeça essas palavras e a ideia da dor dos livros caídos com o tremor de terra.
(Cartaz de James White para a campanha de ajuda ao Japão.)

domingo, 13 de março de 2011

sexta-feira, 11 de março de 2011

- Quem, Tiaga?
- O Maru. O gato japonês da Internet. Está são e salvo.
- Bem, sobram-lhe seis vidas.
- Nem penses: com as réplicas do sismo, que por lá tem havido, apanhou tantos sustos que já está a gastar o crédito das reencarnações.
- É preciso é que se vá safando. É verdade que lá para o Japão não brincam, nisso dos tremores de terra.
- Ainda bem.

Tremores

O Reboliço lê sobre o terramoto no Japão enquanto lhe passam à frente as imagens a cores do que abalou San Francisco há mais de cem anos. Comove-se com a tragédia, comove-se com a maravilha da descoberta.