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sábado, 27 de agosto de 2011

Da tradução (post dedicado aos alunos da Pós em Editoriação, Univ. Cândido Mendes)


Devemos celebrar as traduções felizes.
Como o Précis de décomposition
de Cioran, convertido
em Breviário de apodrecimento.
Em momentos de máxima insegurança cultural
a arte de traduzir ergue-se
como última forma de conhecimento.
Agora que a torre da história
sofre assédios que podem ser os definitivos
temos de recorrer aos especialistas
e aos que traduzem
sem precipitação e com audácia
intuindo o sentido final dos escritos.
Para compreender tudo
o que se passa nestes anos,
basta este livro
de Arnaldo Momigliano
que trata de uma outra época:
The Alien Wisdom, que alguém traduziu
de forma tão bela por A sabedoria
dos bárbaros.


(Poema de Juan Antonio González Iglesias, versão de LP, citada a partir do seu blogue Do Trapézio Sem Rede, título que é ainda outra descrição do que é traduzir. In Del lado del amor - Poesía reunida (1994-2009), Visor, Madrid, 2010, p. 309.)