Este foi-lhe entregue, por própria carinhosa mão, pelo Miguel de Carvalho. Calhou bem, na época daVolta.
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segunda-feira, 14 de agosto de 2017
sábado, 22 de outubro de 2016
Merci, cher Miguel!
(Foto das capas de duas edições das Cartas de Alphonse Daudet, enviadas pela amiga mão do Miguel de Carvalho: Reboliço, de patinhas postas a agradecer.)
quinta-feira, 29 de outubro de 2015
O Reboliço colecciona calendários (32)
(E tem uma colecção de amigos que sim senhor! Muito obrigada, menino Alfarrabista.)
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
do vento coagulado no pano
Foto da edição artesanal do vento coagulado no pano, poema agora editado em publicação de papel e ajuntado de fotografia de miguel de carvalho, 100 exemplares assinados pelo autor, "impressos no Cabo Mondego em Dezembro de 2013 para festejar a despedida do ano": Reboliço, sempre grato às Edições Debout Sur L'Oeuf.
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
Moinhos na poesia (54)
Os pássaros sabem de cor
esculpir um rosto no núcleo da calçada marmórea
sulcar um corpo caminhante entre sombras que rasgam
tendo o vento e o moinho como testemunhas
e sobre eles o silêncio das cantarinhas desnudadas
engravidar ao crepúsculo as estrelas nos campos de batalha
à semelhança das consciências rendilhadas pelo sol
pelos espojinhos
enquanto diz uma criança
o poema dos nossos receios
nas manhãs pendem cachos
junto de uma cigarra presa na teia
aquela queratina branca e quebradiça
é a pele da nossa língua
em finas camadas alternadas
de poeira e silêncio
quando a noite tem fome e luz.
Este poema foi vivido
não fujo da memória
nem do lugar preocupado
na minha face grisalha.
esculpir um rosto no núcleo da calçada marmórea
sulcar um corpo caminhante entre sombras que rasgam
tendo o vento e o moinho como testemunhas
e sobre eles o silêncio das cantarinhas desnudadas
engravidar ao crepúsculo as estrelas nos campos de batalha
à semelhança das consciências rendilhadas pelo sol
pelos espojinhos
enquanto diz uma criança
o poema dos nossos receios
nas manhãs pendem cachos
junto de uma cigarra presa na teia
aquela queratina branca e quebradiça
é a pele da nossa língua
em finas camadas alternadas
de poeira e silêncio
quando a noite tem fome e luz.
Este poema foi vivido
não fujo da memória
nem do lugar preocupado
na minha face grisalha.
(Miguel de Carvalho, Beja – Cabo Mondego, Agosto de 2013.
P.M.P., ou seja, por mail próprio. Obrigada, amigo.)
P.M.P., ou seja, por mail próprio. Obrigada, amigo.)
terça-feira, 10 de setembro de 2013
O Reboliço atreve-se
(in)quietude
o tempo quieto numa livraria
soa a um poema escrito por um piano velho
nem lhe cai dedo cansado
nem escreve som verbal
ensurdecem teclas negras
no vôo circular das moscas
as lombadas tombam em espinha
estantes erectas esperam por mãos
a poeira cria radículas
não ouve
o piano
os insectos
sempre é assim
máscaras e estatuetas
desesperam por áfricas
é o corpo todo em baloiço
sobre uma cauda
verde e raso momento
o tempo quieto numa livraria.
o tempo quieto numa livraria
soa a um poema escrito por um piano velho
nem lhe cai dedo cansado
nem escreve som verbal
ensurdecem teclas negras
no vôo circular das moscas
as lombadas tombam em espinha
estantes erectas esperam por mãos
a poeira cria radículas
não ouve
o piano
os insectos
sempre é assim
máscaras e estatuetas
desesperam por áfricas
é o corpo todo em baloiço
sobre uma cauda
verde e raso momento
o tempo quieto numa livraria.
miguel de carvalho
no adro, 10-IX-2013.
(Feito hoje. Daqui, sem autorização expressa do autor.)
terça-feira, 11 de junho de 2013
(Post dedicado)
DA CUMPLICIDADE
há janelas atrás dos gatos
e outras
são narrativas das nossas mentes
há narrativas que julgamos
serem a verdade de outras janelas
onde se vê passar o silêncio
mas os silêncios
são cúmplices e conjugam-se
nos sentidos mais felinos em que só o homem confia
espelhadas e saqueadas ficam
pelos movimentos das janelas vizinhas
mas o que fica
é o poema de um gato negro à janela.
há janelas atrás dos gatos
e outras
são narrativas das nossas mentes
há narrativas que julgamos
serem a verdade de outras janelas
onde se vê passar o silêncio
mas os silêncios
são cúmplices e conjugam-se
nos sentidos mais felinos em que só o homem confia
espelhadas e saqueadas ficam
pelos movimentos das janelas vizinhas
mas o que fica
é o poema de um gato negro à janela.
(Miguel de Carvalho, in Telhados de Vidro nº 18, Lisboa, Averno, Maio de 2013, p. 75.)
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