O Reboliço boceja, voltado para o mar e a ria, ao sol na varanda. Pisca os olhos por mor da luz, a ver se os dá abertos, mas desiste. Está a lagartear em antecipação do Verão de São Martinho, só pode ser. Ou isso ou à espera dos resultados das eleições americanas. Na sua cabeça, vai trauteando "Sweet Virginia": "Come on, now you've it in you..."
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terça-feira, 4 de novembro de 2008
domingo, 2 de novembro de 2008
Cá para mim, uma das melhores coisas que aconteceram à conta da campanha para as eleições americanas foi a RTP2 ter passado ontem, mesmo a más horas, o filme Mr. Smith Goes to Washington (que em Portugal se chamou Peço a Palavra e pode ser visto aqui na íntegra). Sim, o DVD, e tal, podia revê-lo quando quisesse, sem ter que perder o sono, mas... não resisti. E desconfio que não foi por acaso que passou depois do Non... de Manoel de Oliveira. Fiquei a pensar nas diferenças e nas semelhanças entre os dois, que rodam ambos sobre o que um país acha que é e o que são as pessoas que nele - e por ele - vivem. Resultado imediato: o buzz, nervoso, comichoso, seja o que for, que me levará a rever o filme de Oliveira e a trabalhar muito sobre ele.
terça-feira, 28 de outubro de 2008
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Trindades políticas
Não é costume referir-se aqui nada sobre política. Mas o artigo de opinião que David Brooks escreveu ontem no New York Times merece ser lido com atenção. Para perceber de onde vêm algumas das tradições políticas mais relevantes, o que deveria estar em jogo em eleições como as que se aproximam nos E.U.A. e qual a diferença entre fazer propaganda a um candidato e tentar fazer vingar determinada condução política de um país. (Já agora, não é nada surpreendente que o parágrafo inicial seja tão parecido com o de um outro artigo, escrito por Brooks em 2006.)
(Como este é um lugar onde guardo as coisas importantes que li, fica guardado. Obrigada - toma lá, em troca.)
sábado, 28 de outubro de 2006
Rui Tavares e "o problema político"
São desusadas nas Cartas as opiniões sobre política. Terei feito, quando muito, alusões anedóticas a episódios políticos, ou então ajudado a divulgar notícias que me movem enquanto cidadã. Ainda assim, sou votante praticante, esforço-me por manter a consciência cívica à tona do caos e sou profundamente céptica quanto às “medidas políticas” (locais, nacionais e mais alargadas do que estas), se bem que, acima de tudo, ao modo como geralmente são veiculadas nos meios de comunicação. Uma das razões por que não me agrada deixar aqui opiniões políticas tem a ver tão só com o que me invalida a sua formulação – não me senti nunca capaz de verbalizar de maneira articulada, coerente e clara (como gosto e entendo conseguir fazer sobre outros assuntos) ideias acerca da conduta de governos e governantes. Parece-me sempre que fica alguma coisa por considerar, e que essa coisa é que daria a solução ao que me aflige como problema político e governativo. Adiante. Tive a sorte, aqui há uns anos larguíssimos (no século passado, ou como dizia um professor meu, “antes do tempo da Guerra”, e, se tal sempre foi verdade, mais o é agora, quando há guerras para todos os tempos), de partilhar o palco de uma aula com o historiador Rui Tavares, na Universidade de Nova Iorque. Como tenho este hábito pequenino e saloio de me interessar mais pelos percursos de quem vou conhecendo e me agrada do que dos que, por assim dizer, não me foram nunca nada, é raro perder o que escreve, nos blogues ou na crónica do Público. (Já se começa a perceber porque não escrevo sobre política: quantas linhas já vão sem ir directa ao assunto?...) Este sábado, sob o título relativamente inócuo de “O fim do mês como problema político”, Rui Tavares faz no Público uma argumentação certeira sobre o “problema político” geral (ressalva, e sublinharia eu, que "[n]ão é só nosso: toda a Europa e muitos países por esse mundo fora sofrem do mesmo”). Último parágrafo, sumaríssimo, limpinho: “No nosso caso, trata-se de um país com dez milhões de habitantes se tornar uma república com dez milhões de cidadãos.” Não sei falar disto melhor: “É o problema-base da democracia, apenas isso; não deveria ser tão difícil” de resolver. Digam-me cá do génio da simplicidade...
sexta-feira, 27 de outubro de 2006
Isto parece bonito
A ver... O Reboliço ainda não percebeu muito bem o que se poderá fazer neste lugar, mas a ideia de um debate público sobre questões que afectam toda a Comunidade Europeia cheira-lhe a boa intenção. Como o desenho do edifício é engraçado e dá vontade de o visitar, talvez acabe por não se perder a tal ideia. A ver, a ver...
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Política
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