Mostrar mensagens com a etiqueta Raduan Nassar. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Raduan Nassar. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Nassar (Prémio Camões 2016)


(Foto da página final, que era em branco, de Lavoura Arcaica [1975], Companhia das Letras, 3ª edição, revista pelo autor, 22ª reimpressão, 2006: Reboliço. O Reboliço leu, até ver, um único livro de Raduan Nassar. Foi nas férias de 2006 [ano em que lho ofereceu muito amiga mão], e destacara, então, algumas linhas. Quando hoje [como faz às vezes] o reabriu, recordou outras, mas de escrita sua. Davam conta da posição, da voz, do momento da leitura.)

terça-feira, 22 de agosto de 2006

Nassar magistral

“como vítimas da ordem, insisto em que não temos outra escolha, se quisermos escapar ao fogo deste conflito: forjarmos tranqüilamente nossas máscaras, desenhando uma ponta de escárnio na borra rubra que faz a boca; e, como resposta à divisão em anverso e reverso, apelemos inclusive para o deboche, passando o dedo untado na brecha do universo; se as flores vicejam nos charcos, dispensemos nós também o assentimento dos que não alcançam a geometria barroca do destino.”
(pp.133-134)

quarta-feira, 16 de agosto de 2006

Ler nas férias

E vão três. Livros, quero dizer. Não são muitos, mas todos muito bons.
1. Por preguiça, peguei num que tinha à mão: de Machado de Assis, Memorial de Aires. Li-o de uma assentada, com a vergonha a ampliar-se-me, página a página, de não ter lido, até agora, nada deste escritor. Li-o em papel, mas está também disponível por aqui.
2. Retive algum tempo a vontade de ler El mal francès, só para actualizar a leitura de um dos meus autores favoritos (que sorte imensa, não me canso de o reconhecer!) e ler o seu romance anterior, Isaac y las dudas. Li-o na versão castelhana (o original é catalão) que, além da excelência da história, do discurso, das personagens, do muito que ri com algumas das cenas, ainda tem o bónus - também hilariante - do prólogo, escrito pelo tradutor, Luís Algorri.
3. Li, enfim, El mal francès. No original catalão. Precisarei de esclarecer umas dúvidas vocabulares, mas o desafio da língua não foi obstáculo que me impedisse de ver como Lluis Maria Todó está na sua melhor forma.
Uma alegria, ler assim tantas coisas boas. Avanço agora, com grandes expectativas, para Lavoura Arcaica. Será por aqui que começarei a conhecer a obra de Raduan Nassar.