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domingo, 24 de setembro de 2017

"Soneto Dezoito"

Comparar-te ao verão? Nessa não caio:
És mais amante, e muito mais constante.
O vento balança os botões em Maio,
E o calor se evapora num instante.
O olho do céu que brilha lá em cima
Às vezes perde a sua cor dourada,
E tudo o que é firme um dia declina;
A natureza às vezes muda a estrada.
Mas o teu verão eterno, que dure
E que nunca outono vinque o teu rosto.
À Morte só direi que não se apure,
Que o que neste verso está disposto
Há de durar como o que vê, e respira,
Pois por ti vive o que à vida se atira.
[William]Shakespeare/Adalberto[Müller]
Da página de FB de AM, em 23/09/2017

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

"To sleep, perchance to dream"

O Reboliço vê o capítulo inicial da série policial Lewis, adaptação da tragédia Hamlet, e pensa na permanência das histórias.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

"of antres vast and deserts idle"


(Amanhã, às 19h. O Reboliço prepara a leitura.)

quinta-feira, 31 de março de 2011

The bard...

... abides.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

"craters and crevices"

"That's what Shakespeare is: a vast, rugged mountain range with no Purgatorial terraces, no Garden of Eden at the summit, no celestial spheres hovering above - just the next peak and the next valley, up and down, across the ice and Arctic snow, through craters and crevices, across more ice and more snow, along forests and lakes, going and going and never getting there, wherever there may be."
(Robert Harrison, introdução a Entitled Opinions sobre King Lear,
com Stephen Orgel, transmitido a 19 de Janeiro de 2010.
Os programas podem ser descarregados na íntegra, gratuitamente.)

quarta-feira, 15 de julho de 2009

O Reboliço é um nefelibata (14)


[Parecía / un dragón. (JLB)]


Sometimes we see a cloud that's dragonish;
A vapour sometime like a bear or lion,
A tower'd citadel, a pendent rock,
A forked mountain, or blue promontory
With trees upon't, that nod unto the world,
And mock our eyes with air
William Shakespeare, Antony and Cleopatra, 4.14.3-8

(Diz António a Eros:
"Vemos por vezes uma nuvem adragonada;
Um vapor por vezes qual urso ou qual leão,
Cidadela com torres, rocha suspensa,
Montanha aguçada, promontório azul
Com árvores em cima, a acenar ao mundo,
e a rir dos nossos olhos com o ar")

segunda-feira, 13 de julho de 2009

(Caliban, my master)

Se um de nós se magoava ou aborrecia com alguma coisa, a avó de uma amiga do Reboliço avisava antes que o impropério saísse: "Pense - mas não diga." Era um modo de mitigar o efeito das parolacce nos que as ouvissem sair da boca de alguém desacostumado a dizê-las. Era também o reconhecimento de que aí vinha um torpilóquio, um palavrão, o esgar e o "m....!" gritado por grande, fisiológica urgência. No Scientific American, o artigo sobre a mesma matéria termina com um aviso sobre o perigo de esvaziar o sentido das asneiras. Ah, Aninhas, a tua avó também já o sabia.

(Aqui chamara a atenção para os benefícios de chamar nomes e de dizer asneiras.)

terça-feira, 7 de abril de 2009

Próspero e Demétrio

.....ARIEL
Your charm so strongly works 'em
That if you now beheld them, your affections
Would become tender.

.....PROSPERO
Dost thou think so, spirit?

.....ARIEL
Mine would, sir, were I human.

.....PROSPERO
And mine shall.
Hast thou, which art but air, a touch, a feeling
Of their afflictions, and shall not myself,
One of their kind, that relish all as sharply,
Passion as they, be kindlier moved than thou art?
Though with their high wrongs I am struck to the quick,
Yet with my nobler reason 'gainst my fury
Do I take part: the rarer action is
In virtue than in vengeance: they being penitent,
The sole drift of my purpose doth extend
Not a frown further. Go release them, Ariel:
My charms I'll break, their senses I'll restore,
And they shall be themselves.


****************************************************
.....ARIEL
O teu feitiço tão bem os trabalha
que se agora os visses, as tuas afeições
se enterneceriam.

.....PRÓSPERO
Assim pensas, espírito?

.....ARIEL
As minhas sim, senhor, fora eu humano.

.....PRÓSPERO
E as minhas também.
Tens tu, que és só ar, um mover, um sentir
Das suas aflições, e não hei-de eu
Um dos deles, que anseio com o mesmo ardor,
Sofro como eles, me emocionar mais do que tu?
Ainda que de seus altos danos seja vivamente ferido,
Ainda assim, com minha mais nobre razão contra minha fúria
Tomo parte: há mais rara acção
Na virtude que na vingança: sendo eles penitentes
O móbil só do meu propósito não se alonga
Nem mais um esgar. Vai libertá-los, Ariel:
Quebrarei os meus feitiços, os sentidos lhes restituirei.
E eles tornarão a si.


(No fim da última peça de Shakespeare, Próspero tira dos ombros o manto dos seus poderes e, com humildade, pede o aplauso que o libertará. Recorda, perdoa e sai de cena.)

terça-feira, 10 de março de 2009

sexta-feira, 17 de novembro de 2006

Filha ao pai

PROSPERO: ........... Alack, what trouble
Was I then to you!

MIRANDA: ............. O, a cherubin
Thou wast that did preserve me. Thou didst smile,
Infused with a fortitude from heaven,
When I have deck'd the sea with drops full salt,
Under my burthen groan'd; which rais'd in me
An undergoing stomach, to bear up
Against what should ensue.

Diz o pai - Céus, que empecilho terei sido para ti!
Responde a filha - Diz antes um anjo, que me preservaste. Sorriste, cheio de uma força celestial, quando eu de lágrimas salgadas enchia aquele mar e por minha desgraça rugia; e assim me deste estômago para aguentar tudo o que veio a suceder.

(The Tempest, I, ii, 151-158; a troca das personagens é da minha inteira vontade, da minha total responsabilidade.)

quinta-feira, 9 de novembro de 2006

Red Lollipop

As an unperfect actor on the stage
Who with his fear is put besides his part,
Or some fierce thing replete with too much rage,
Whose strength's abundance weakens his own heart.
So I, for fear of trust, forget to say
The perfect ceremony of love's rite,
And in mine own love's strength seem to decay,
O'ercharged with burden of mine own love's might.
O, let my books be then the eloquence
And dumb presagers of my speaking breast,
Who plead for love and look for recompense
More than that tongue that more hath more express'd.
O, learn to read what silent love hath writ:
To hear with eyes belongs to love's fine wit.
(W.S.)