segunda-feira, 1 de janeiro de 2007
domingo, 31 de dezembro de 2006
Dia de Ano Velho
sexta-feira, 29 de dezembro de 2006
Dia de labor
quinta-feira, 28 de dezembro de 2006
Passagem de Ano
- P'ró moinho, estou farto de te dizer. - responde-lhe ele, entediado com a insistência da bicha.
- Já estou mesmo a ver que me deixas sozinha outra vez. És terrível.
- Se fosses mais sociável, irias comigo. Disse-te que viesses.
- Sim, sim. Não queriam lá ver: eu, uma gata de cidade, fina como só eu, a roçar o meu pêlo sedoso por aquelas teias de aranhas, ervas daninhas, formiguedo... Ui!, só de pensar!...
- Não te queixes, portanto. Seja como for, serás muito bem tratada. E depois disso terás umas boas férias.
- Mal vejo a hora... Olha, adeus. Até ao teu regresso.
- Dorme, Tiaga, dorme... Ai, que gata!
Tanto, imenso (2)
I think you're just my style.
Everywhere I go,
Tellin' everyone I know,
Baby, I love to see you smile.
Don't wanna take a trip to China.
Don't wanna sail up the Nile.
Wouldn't wan' get too far,
From where you are,
'Cause I love to see you smile.
Like a sink without a faucet.
Like a watch without a dial.
What would I do if I didn't have you.
I love to see you smile.
In the summer, in the springtime,
The winter, or the fall,
The only place I wanna be
Is where I can see you smile at me.
In a world that's full of trouble,
Y'make it all worth while.
What would I do if I didn't have you.
I just love to see you smile.
I love to see you smile.
(Randy Newman cantado por Homer e Marge Simpson. d e l i c i o s o)
quarta-feira, 27 de dezembro de 2006
Tanto, imenso
arder no peito tanto
que à branda e a viva alma o fogo intenso
lhe gaste as nódoas do terreno manto,
e purifique em tanta alteza o esprito
com olhos imortais
que faz que leia mais do que vê escrito.
Que a flama que se acende
alto tanto alumia
que, se o nobre desejo ao bem se estende
que nunca viu, a sente claro dia;
e lá vê do que busca o natural,
a graça, a viva cor,
noutra espécie milhor que a corporal.
Pois vós, ó claro exemplo
de viva fermosura,
que de tão longe cá noto e contemplo
n'alma, que este desejo sobe e apura:
não creais que não vejo aquela imagem
que as gentes nunca vêem,
se de humanos não têm muita ventagem.
Que, se os olhos ausentes
não vêem a compassada
proporção, que das cores excelentes
de pureza e vergonha é variada;
da qual a Poesia, que cantou
até aqui só pinturas,
com mortais fermosuras igualou;
se não vêem os cabelos
que o vulgo chama de ouro,
e se não vêem os claros olhos belos,
de quem cantam que são do Sol tesouro,
e se não vêem do rosto as excelências,
a quem dirão que deve
rosa, cristal e neve as aparências;
vêem logo a graça pura,
a luz alta e severa,
que é raio da divina fermosura
que n'alma imprime e fora reverbera,
assi como cristal do Sol ferido,
que por fora derrama
a recebida flama, esclarecido.
E vêem a gravidade
com a viva alegria,
que misturada tem, de qualidade
que üa da outra nunca se desvia;
nem deixa üa de ser arreceada
por leda e por suave,
nem outra, por ser grave, muito amada.
E vêem do honesto siso
os altos resplandores,
temperados co doce e ledo riso,
a cujo abrir abrem no campo as flores;
as palavras discretas e suaves,
das quais o movimento
fará deter o vento e as altas aves;
dos olhos o virar,
que torna tudo raso,
do qual não sabe o engenho divisar
e foi por artifício, ou feito acaso;
da presença os meneios e a postura,
o andar e o mover-se,
donde pode aprender-se fermosura.
Aquele não sei que,
que aspira não sei como,
que, invisível saindo, a vista o vê,
mas para o compreender não acha tomo;
o qual toda a Toscana poesia,
que mais Febo restaura,
em Beatriz nem em Laura nunca via;
em vos a nossa idade,
Senhora, o pode ver,
se engenho e ciência e habilidade
igual a fermosura vossa der,
como eu vi no meu longo apartamento,
qual em ausência a vejo.
Tais asas dá o desejo ao pensamento!
Pois se o desejo afina
üa alma acesa tanto
que por vós use as partes da divina,
por vós levantarei não visto canto
que o Bétis me ouça, e o Tibre me levante;
que o nosso claro Tejo
envolto um pouco vejo e dissonante.
O campo não o esmaltam
flores, mas só abrolhos
o fazem feio; e cuido que lhe faltam
ouvidos para mim, para vós olhos.
Mas faça o que quiser o vil costume;
que o sol, que em vós está,
na escuridão dará mais claro lume.
(-)
segunda-feira, 25 de dezembro de 2006
Natalinho
Vai fazer as pazes com quem anda mal.
Com quem anda mal, anda agora bem,
Esta calçadinha vai dar a Belém.
O Menino chora, chora.
Chora pelo sapatinho.
Haja quem lhe dê as solas,
Eu lhe darei o saltinho.
Esta calçadinha vai dar a Belém,
Vai fazer as pazes com quem anda mal.
Com quem anda mal, anda agora bem,
Esta calçadinha vai dar a Belém.
domingo, 24 de dezembro de 2006
Antes da Consoada
Há grandes mexidas no moinho. O pai arma as velas, para secarem com o vento de hoje a chuva de há umas semanas. É trabalho que tem de ser feito, ou a madeira das varas apodrecerá. De manhã, veio o vizinho trazer um pato. “Não o deixe abalar,” avisou. Nem duas horas depois, já o bicho voara. “Pode ser que a patrulha o almoce,” diz o Mano, a apontar a Brigada de turno na rotunda. À tarde, torna o vizinho: “Tome-o lá, foi dar ao meu monte outra vez.” Tem o destino marcado e, por mais que faça, há-de ir ao tacho.
O Reboliço faz pender as orelhas, sai, discreto, da casa e vai deitar-se ao olhinho de sol. Enquanto o frio não lhe entra bem nos ossos, fecha os olhos e aspira o ar. Daqui a nada, antes do sol-postinho, esperará que alguém se descuide e deixe a porta aberta. Então, reentrará na casa e ficará aninhado, à beira do lume, a observar o movimento.
sexta-feira, 22 de dezembro de 2006
Chegar
quinta-feira, 21 de dezembro de 2006
Não era sem tempo!
terça-feira, 19 de dezembro de 2006
Lições de História
segunda-feira, 18 de dezembro de 2006
Calha bem
sexta-feira, 15 de dezembro de 2006
"Stand-up Literatura"
4ª feira dia 20 de Dezembro de 2006, 23 h, Café Bar Batussy
Apareçam, venham divertir-se, ser incomodados e participar
Haverá espaço para quem quiser ler os seus textos. Não faltem.
Prendinhas (1)
quinta-feira, 14 de dezembro de 2006
"Troubled Waters" (música, ainda)
"Sam-wellegant"
quarta-feira, 13 de dezembro de 2006
Swellegant
terça-feira, 12 de dezembro de 2006
Neurónios, cérebros e patinhas
segunda-feira, 11 de dezembro de 2006
Ora então, bonecos!
O Reboliço boceja, enquanto espera que a Mana lhe passe um retrato do Petaner [ouve-se "pátáné"]. Este agora é o Tintim, que sempre tem relva verdinha para se entreter. Parece-me que o Sorna também não tem muita fotografia no Moinho (Maaaannnnnaaaaaa!).
sexta-feira, 8 de dezembro de 2006
Açordinha - actualização
quinta-feira, 7 de dezembro de 2006
Açordinha
quarta-feira, 6 de dezembro de 2006
EXTRA! EXTRA!
"Da aliança do espírito obnubilado de JCF [José Carlos Fernandes] (um lunático que não possui televisão por acreditar que os demónios cabriolam nas ondas hertzianas) e dos pincéis de pelo de hiena de Luís Henriques (um artista gráfico que prepara as suas próprias tintas à base de fuligem e Canada-Dry) só poderia sair um livro sombrio. Tratado de umbrografia (2006, Devir), assim se intitula o fólio que já há alguns dias pode ser encontrado a assombrar algumas livrarias respeitáveis da Nação e de onde será escorraçado em breve, para dar mais espaço a títulos como A fórmula de Deus e Sexys, Giras, Porreiras e Solteiras. Após este breve período de exposição pública, Tratado de Umbrografia apenas poderá ser encontrado, por preços exorbitantes, em alfarrabistas esconsos, bafientos e mal iluminados, pelo que recomendamos que os interessados acorram às livrarias enquanto é tempo. Aviso aos consumidores: este livro não produz sentimentos de paz, reconciliação, equilíbrio interior ou harmonia com o universo, nem proporciona alívio em situações de stress e depressão."
terça-feira, 5 de dezembro de 2006
O banho
segunda-feira, 4 de dezembro de 2006
Frost, como a geada
Some say the world will end in fire,
Some say in ice.
From what I've tasted of desire
I hold with those who favor fire.
But if it had to perish twice,
I think I know enough of hate
To say that for destruction ice
Is also great
And would suffice.
(1923)
Longo, looooongo fim-de-semana
Sábado foi dia de teatro. Uma plateia aconchegadita no Cine-Teatro Louletano, para (re)ver as Notas Para Esquecer. Resulta, sim, Joãozinho das Dúzias ;) resulta muito bem num palco grande.
Domingo foi noite de conversa, bolachinhas de gengibre, chocolate e chá teimoso. O que o Reboliço se pela por um serão destes!
(Além de tudo o mais, o oo7 novo é muito bom de ver.)
quinta-feira, 30 de novembro de 2006
Para a Mana e para o Mano
Que a cabeça e o colo encontrem outros dois rostos na mesma cama - um, atento, desperto, inquieto; o outro, apaziguado e a sonhar os acordados. Um à altura dos olhos de dizer palavras, enquanto o outro as cose umas às outras, no silêncio.
Moinhos na poesia (8)
Volta la Carta
C’è una donna che semina il grano
volta la carta e si vede il villano
il villano che zappa la terra
volta la carta viene la guerra
per la guerra non c’è più soldati
a piedi scalzi son tutti scappati.
Angiolina cammina cammina sulle sue scarpette blu
carabiniere l’ha innamorata volta la carta e lui non c’è più
carabiniere l’ha innamorata volta la carta e lui non c’è più.
C’è un bambino che sale un cancello
ruba ciliege e piume d’uccello
tira sassate non ha dolori
volta la carta c’è il fante di cuori
il fante di cuori che è un fuoco di paglia
volta la carta e il gallo ti sveglia.
Angiolina alle sei di mattina s’intreccia i capelli con foglie d’ortica
ha una collana di ossi di pesca la gira tre volte intorno alle dita
ha una collana di ossi di pesca la conta tre volte in mezzo alle dita.
Mia madre ha un mulino e un figlio infedele
gli inzucchera il naso di torta di mele
mia madre e il mulino son nati ridendo
volta la carta c’è un pilota biondo
pilota biondo camice di seta
cappello di Volpe sorriso d’atleta.
Angiolina seduta in cucina, che piange che mangia insalata di more
ragazzo straniero ha un disco d’orchestra che gira veloce che parla d’amore
ragazzo straniero ha un disco d’orchestra che gira che gira che parla d’amore.
Madamadorè ha perso sei figlie
tra i bar del porto e le sue meraviglie
Madamadorè sa puzza di gatto
volta la carta e paga il riscatto
paga il riscatto con le borse degli occhi
piene di foto di sogni interrotti.
Angiolina ritaglia giornali si veste da sposa canta vittoria
chiama i ricordi col loro nome volta la carta e finisce in gloria
chiama i ricordi col loro nome volta la carta e finisce in gloria.
angiolina
há uma mulher que semeia grão
vira-se a carta e vê-se o vilão
o vilão remexe a terra
vira-se a carta e vem a guerra
para a guerra não há soldados
todos fugiram, de pés descalços
angiolina caminha caminha nos seus sapatinhos azuis
apaixonou-se pelo polícia
vira-se a carta e ele já não está
há um miúdo que sobe o portão
rouba cerejas e penas de pássaro
atira pedras, a dor não existe
vira-se a carta e sai valete de copas
o valete de copas é fogo na palha
volta-se a carta, o galo acorda-te
angiolina às seis da manhã entrelaça os cabelos com folhas de urtiga
tem um colar de caroços de pêssego
passa-o três voltas em torno dos dedos
tem um colar de caroços de pêssego
conta três voltas em torno dos dedos
a minha mãe tem um moinho e um filho desleal
que lhe adoça o nariz de tarte de maçã
a minha mãe e o moinho nasceram a rir
vira-se a carta e há um piloto loiro
piloto loiro, camisa de seda, chapéu de raposa, sorriso de atleta
angiolina sentada na cozinha chora e come salada de amoras
o rapaz estrangeiro tem um disco de orquestra que gira rápido e fala de amor
o rapaz estrangeiro tem um disco de orquestra que gira gira e fala de amor
Madame Doré perdeu as seis filhas nos bares do porto e nas suas maravilhas
Madame Doré fede a gato
vira-se a carta e paga o resgate
paga o resgate com olhos inchados
cheios de fotografias de sonhos interrompidos
angiolina recorta jornais veste-se de noiva e canta vitória
trata as recordações pelo nome
vira-se a carta e termina em glória
trata as recordações pelo nome
vira-se a carta e termina em glória.
quarta-feira, 29 de novembro de 2006
O arquivo e o incêndio
terça-feira, 28 de novembro de 2006
O do tigre
- Ainda tu estavas enroscado no teu sono e já eu estava à janela, a ver as gotas em carrinhos de choque pela janela abaixo. Sabes quem faria hoje anos, se estivesse vivo?
- Quem?
- O William Blake.
- Não me digas! O do tigre?
- Esse mesmo. 249.
- Hum... Já se está mesmo a ver o que para aí vem. Parabéns, então.
segunda-feira, 27 de novembro de 2006
Histórias
Arte Postal
O poder dos bonecos
domingo, 26 de novembro de 2006
Uma "bejeca" à saúde do poeta!
quinta-feira, 23 de novembro de 2006
A biblioteca de Juan Rulfo
(Ontem à noite, na Biblioteca de Loulé, falou-se de Rulfo e de Páramo, o homem que "se fue desmoronando como si fuera un montón de piedras".)
quarta-feira, 22 de novembro de 2006
Pedro Páramo
- Vamos, deixa-te de medos. Já ninguém te pode assustar. Tenta pensar em coisas agradáveis porque vamos estar muito tempo enterrados.
(p.58)
terça-feira, 21 de novembro de 2006
Nada de compras!
- Ó Tiaga, então este ano não tenho prenda?
- Está descansado, desensofrido... Não será coisa comprada, isso não.
segunda-feira, 20 de novembro de 2006
sexta-feira, 17 de novembro de 2006
Filha ao pai
Was I then to you!
MIRANDA: ............. O, a cherubin
Thou wast that did preserve me. Thou didst smile,
Infused with a fortitude from heaven,
When I have deck'd the sea with drops full salt,
Under my burthen groan'd; which rais'd in me
An undergoing stomach, to bear up
Against what should ensue.
Diz o pai - Céus, que empecilho terei sido para ti!
Responde a filha - Diz antes um anjo, que me preservaste. Sorriste, cheio de uma força celestial, quando eu de lágrimas salgadas enchia aquele mar e por minha desgraça rugia; e assim me deste estômago para aguentar tudo o que veio a suceder.
(The Tempest, I, ii, 151-158; a troca das personagens é da minha inteira vontade, da minha total responsabilidade.)
terça-feira, 14 de novembro de 2006
Calasso (2)
"Contrariamente à ilusão moderna, as forças psíquicas são fragmentos dos deuses, não são os deuses fragmentos das forças psíquicas."
(p. 145. Calasso traduzido por Clara Rowland. Tenho algumas dúvidas sobre a tradução de certos modos verbais, nalguns momentos do texto; nesta frase, porém, tudo me parece claro.)
segunda-feira, 13 de novembro de 2006
Manias
- Levantar-me de manhã sentando-me primeiro no bordo do colchão e só depois, devagarinho, pôr-me de pé (por causa das quebras de tensão, hehehe)
- Comer noodles sempre com pauzinhos (e exigi-lo dos outros comensais)
- Recusar-me a dar fim à minha colecção de calendários de bolso (só por mania, realmente...)
- Começar as aulas com "Ora bem" (detesto esta!)
- Guardar os bilhetes de espectáculos a que assista (cinema, teatro, seja o que for)
Cinco manias da Tiaga:
- Dar o primeiro miado do dia como um uivo de lamento profundo (= "Anda jááááá abrir-me a portaaaaaaa, quero ver se te distraíste e deixaste a varanda abertaaaaa!")
- Saltar para a banheira assim que ouve a água a escorrer ("Ui, que caio! Aqui dentro está tudo alagado, mas eu queria tanto agarrar aquelas bolhinhas que escorrem pela cortina transparente...")
- Pousar, qual águia (às vezes, lembra mais um abutre!), nos lugares mais altos da casa
- Saltar para o colo de quem se sente no sofá
- Saltar para fora do colo de quem se sente no sofá e tente fazer-lhe uma festinha
Cinco manias do Reboliço:
Olá! O Reboliço não tem manias...
;)
domingo, 12 de novembro de 2006
As cidades
quinta-feira, 9 de novembro de 2006
Red Lollipop
Who with his fear is put besides his part,
Or some fierce thing replete with too much rage,
Whose strength's abundance weakens his own heart.
So I, for fear of trust, forget to say
The perfect ceremony of love's rite,
And in mine own love's strength seem to decay,
O'ercharged with burden of mine own love's might.
O, let my books be then the eloquence
And dumb presagers of my speaking breast,
Who plead for love and look for recompense
More than that tongue that more hath more express'd.
O, learn to read what silent love hath writ:
To hear with eyes belongs to love's fine wit.
quarta-feira, 8 de novembro de 2006
Uahahhhhhhhhhh!
terça-feira, 7 de novembro de 2006
Produzir presença
(Se abordarmos um poeta sem esta ideia-feita de nos aprazer a sua diferença em relação aos poetas que o antecederam, poderemos descobrir que não só as melhores mas também as mais características partes da sua obra podem ser aquelas em que os poetas mortos, os seus antecessores, mais energicamente afirmam a sua imortalidade.)
Dois - "if the only form of tradition, of handing down, consisted in following the ways of the immediate generation before us in a blind or timid adherence to its successes, 'tradition' should positively be discouraged."
(Se a única forma da tradição, de passagem do testemunho, consistisse em seguir os trilhos da geração imediatamente anterior numa adesão cega ou tímida às suas proezas, deveria desencorajar-se definitivamente a "tradição".)
Três - "Tradition [...] involves, in the first place, the historical sense [...]; and the historical sense involves a perception, not only of the pastness of the past, but of its presence."
(Em primeiro lugar, a tradição implica o sentido histórico; e o sentido histórico implica uma percepção não apenas da qualidade passada do passado, mas da sua presença.)
T. S. Eliot sobre a tradição e o talento individual. Ou Gumbrecht avant-la-lettre.
segunda-feira, 6 de novembro de 2006
Blue jeans
ADENDA: Foi no "Mil Folhas" do Público (de sexta, dia 3/11) que saiu a dita foto, de Enric Vives-Rubio, a ilustrar o artigo de Alexandra Lucas Coelho, "Lobo Antunes contra Lobo Antunes".
sexta-feira, 3 de novembro de 2006
Citação
Ode marítima
Ah, [...]
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Ah, [...]
Ah,[...]
Ah, [...]
Ah, [...]
Ahò-ò-ò-ò-ò-ò-ò-ò-ò-ò-ò-yyyy... [...]
[...] ahò-ò-ò-ò-ò-ò-ò-ò-ò-ò-ò-ò-ò-ò-ò - yyyy...) [...]
Ah [...]
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Eh-eh-eh-eh-eh-eh-eh! [...]
Eh-eh-eh-eh-eh-eh-eh! [...]
Eh-eh-eh-eh-eh-eh-eh! [...]
Eh-eh-eh-eh-eh-eh-eh-eh-eh! [...]
Eh-eh-eh-eh-eh! [...]
Eh-eh-eh-eh eh! Eh eh-eh-eh eh! Eh-eh-eh-eh-eh-eh eh!
Eh lahô-lahô laHO-lahá-á-á-à-à! [...]
- ah! [...]
[...] -aw-aw-aw-aw!
[...] -aw-aw-aw-aw!
[...] a-a-aft [...] ru-u-u-u-u-u-u-u-u-um [...].
Eia, [...], eia!
Eh-eh-eh-eh-eh-eh-eh!
Eh-lahô-lahô-laHO-lahá-á-á-à-à!
Eh-eh-eh-eh-eh-eh-eh!
[...]
Eh-eh-eh-eh-eh-eh-eh-eh-eh-eh!
Eh-eh-eh-eh-eh-eh-eh-eh-eh-eh! [...]
Eh-eh-eh-eh-eh-eh-eh-eh-eh-eh! [...]
Ahó-ó-ó-ó-ó-ó-ó-ó-ó-ó-ó-yyyy...
[...] ahó-ó-ó-ó-ó-ó-ó-ó-ó-ó-ó-ó-ó- yyyy...
Eh-eh-eh-eh-eh-eh-eh-eh-eh-eh-eh! [...]
Ah [...]
Ah, [...]
(Poesias de Álvaro de Campos. Fernando Pessoa. Lisboa: Ática, 1944 (imp. 1993).
1ª publ. in Orpheu, nº2. Lisboa: Abr.-Jun. 1915.)
A propósito do mês de Álvaro de Campos, no Leitura Partilhada.





