sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Natal com água


(Foto do lugar do Poço Novo na véspera de Natal: Cunhadão.)

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Natal ao sol

O que o Reboliço gosta de se estirar ao olhinho de sol nos dias frios!

Natal ao lado

(Foto da placa a assinalar o lugar onde o grande Machado de Assis viveu parte da pequena vida: Reboliço. O Reboliço deita um rabinho do olho ao lado de lá do mar e revê, num presépio, o Catete, o Cosme Velho, as Laranjeiras e até uma mendiga encostada a um muro onde se vendiam livros em quadragésima terceira mão e revistas muito estragadas de passarem na rua mais de trinta anos.)

domingo, 20 de dezembro de 2009

O Reboliço é um nefelibata (21)


(Foto do saco de água quente, prenda para ter os pés nas nuvens: Reboliço. Obrigada, Mulher!)

sábado, 19 de dezembro de 2009

Natal com estrelas


(Foto de uma estrela ao espelho: Reboliço, a contar tudo às estrelinhas e a ouvir como se contava há mais de setenta e cinco anos)

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

The Wizard is a Wizard who will serve

O Thombeau, afinal, estava escondido no seu castelo, de onde continua a mostrar tudo o que lhe pareça rich and strange. (Já está na lista aqui à direita.)

Natal a cores




(Foto da página 80 de O Meu Livro de Lavores, original da editora Gautier-Languereau, versão portuguesa de Ângela Roma, Lisboa, Editorial Verbo, 1973: Reboliço)

Natal a sério

O Reboliço lembra-se de como era o Natal na sua infância: saía de casa na manhã de 24, para fazer quase duzentos quilómetros e ir para a aldeia. A casa do resto do ano ficava vazia, não tinha árvore nem presépio. Ali não era o lugar do Natal. Os lugares de Natal eram à roda do lume, um frio seco na rua e, na cama, as muitas mantas pesadas que ganhavam gotas do bafo do focinho na orla de lã. Na árvore, uns dois ou três ramos de pinheiro que o tio trazia da mata e que se armava muitas vezes no próprio dia 24 com irmãos e primos, pendurava-se sombrinhas de chocolate Regina. Eram duras de comer, demoravam-se na boca e no final sobrava um cajadinho de plástico branco. Não se ouviam sinos - nem na aldeia. Os cânticos ficavam para as Janeiras, uns dias depois. Tem ideia de uma vez se ter posto à escuta atrás da porta do quarto, à espera que chegasse o Pai Natal. Encostou com força as orelhas à madeira mas só ouviu do outro lado a voz baixa da mãe e da tia a apagar o lume e a arrumar a cozinha para se recolherem. A música que ouvia era a mesma das noites em que não se celebrava o Natal: os homens a subirem as vozes, primeiro um, depois outro, depois todos juntos, na taberna da rua da frente.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Oh...

- Não, Reboliço, não senti nada.
- Mas não é suposto uivarem, ganirem, chorarem, ladainharem, esgravatarem a terra, arrepelarem o pêlo?
- É capaz, mas é como te digo. A noite toda a única coisa estranha foi que me pareceu ouvir o pequeno Matias a chorar, mas diz que era dos dentes. Voltei-me para o outro lado da parede e retomei o sonho que estava a ter: aparecia um osso de presunto Pata Negra e começava a perseguir-me e eu a querer dar-lhe uma dentada mas a pensar que se calhar era demasiado salgado, isto tudo enquanto tentava escapar a que ele me agarrasse. Mas desde quando é que eu fujo a um osso de presunto, Reboliço?!
- E o Sorna, sentiu o sismo?
- Eu cá acho que não. -, disse a Luca a encolher os ombros e a falar baixinho. - Não tugiu nem mugiu nem guinchou.
- Tenho uma teoria! -, ladrou o Petaner. Desde que andara lá por fora, vinha muito sabido. - Como o sismo foi dentro de água, só os peixes é que o devem ter anunciado. É que nem os pássaros: nem deram o alarme nem se alarmaram.
O Sorna, lá de longe, arrebitou as orelhas, deu um latido forte que assustou o Petaner e o fez largar a fugir para a estrada, e voltou a encostar a cabeça nas patorras, de olhos fechados outra vez. O Reboliço ficou sentado a olhar para o sol que se punha e a pensar que para a próxima vez quer ir tocar com a pata da frente o lugar onde a terra começa a tremer.

"slightly irregular"

Um moinho no topo de uma casa de lego. Por aqui.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Enxotar os bichos

O Reboliço tem ordem de entrada em casa - nenhum outro dos cães a tem e os gatos, por regra, não querem saber. Mas quando cheira à comida a ser feita, chega-se à porta tudo o que é bicho, até as galinhas. Os gatos, quando são descobertos dentro da cozinha, fogem aos quatro dos sete pés das nove vidas que têm; as galinhas assustam-se se vêem um par de pernas e vão a bambolear-se, os pintos a segui-las, para fora, de asinhas levantadas; os cães são mais os teimosos. Vão entrando feitos sonsos, fingem que não perceberam que não podem estar ali, encostam-se mais à parede, levantam muito o focinho a cheirar, a absorver como se comessem pelas narinas engrandecidas e a fazer moucas as orelhas aos "Ssshhutt! Vai-te daqui!" Só abalam, contrariados e ainda a olhar para trás à espera de um descuido, quando alguém lhes bate o pé e lhes grita "Qu'é da rua!"

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

O Reboliço é um nefelibata (20)

 
           Sonnets to Delia - XLV

CARE-CHARMER Sleep, son of the sable Night,
Brother to Death, in silent darkness born,
Relieve my languish, and restore the light;
With dark forgetting of my care return.
And let the day be time enough to mourn
The shipwreck of my ill-adventured youth;
Let waking eyes suffice to wail their scorn,
Without the torment of the night's untruth.
Cease, dreams, the images of day-desires,
To model forth the passions of the morrow;
Never let rising Sun approve you liars,
To add more grief to aggravate my sorrow:
    Still let me sleep, embracing clouds in vain,
    And never wake to feel the day's disdain.
(1542)
- Voltou!, voltou, Reboliço! O Petaner está vivo! Voltou!
- Pronto, Luca, pronto, pára lá com a dança, que me deixas tonto. Ainda bem que voltou. E o Boss?
- Veio com ele, - disse a doida, afogueada. - Foi por causa do Boss que os encontraram. Ele tem um chip, é muito fino. Então, telefonaram do canil de São Brás de Alportel para os donos do Boss, e há bocado lá vinham os dois. Ai, que saudades eu tive, Reboliço! Ia morrendo!
- És muito tontinha, tu. E já foste dizer ao Sorna?
- Olha para ali: estão os dois a brincar, mas de longe, que o Petaner não se arrisca. O Sorna também estava preocupado, sabes? Vou ter com eles, adeus!
O Reboliço ia responder, mas a bicha já ia a zunir pela terra fora, os caracóis negros num desalinho de contentamento e a língua atravessada sobre a boca com a ânsia da brincadeira. "Menos mal", pensou o Reboliço. Fechou os olhos pequenos, imaginou que esta noite seria mais descansada e pôs-se a recordar versos antigos e a sonhar que abraçava as nuvens.

Com o vento


(Fotos de duas páginas e da capa do livro das famosas receitas sulistas de Gone With the Wind: Reboliço, a ouvir um ventinho fino e frio no dia em que passam setenta anos da estreia do filme em Atlanta, conforme João Lopes assinala aqui.)

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

(Post dedicado)


(Foto das páginas 14 e 15 do caderno das receitas provençais favoritas de Marcel Pagnol, com uma imagem do seu filme Les Lettres de Mon Moulin: Reboliço. Trata-se do "joyful accompagnement [tal e qual] to films for the celebration of Marcel Pagnol's centennial. 1895-1995." Foi escrito por Jacqueline Pagnol e traduzido por Marianne Pagnol, respectivamente a última mulher e a sobrinha de Marcel. 
Se um dia o seu Cartas do Meu Moinho sair em DVD, pode ser que o Reboliço o veja, que quem o viu na altura disse que era um French treat; até lá, deita-se sobre as patas dianteiras e fica a olhar para o cartaz
As receitas no caderninho são legíveis, sim - é só clicar sobre a fotografia e começar a ler e a imaginar a "simplicidade bíblica" da salada de grão.)

domingo, 13 de dezembro de 2009

Um moinho na cozinha


(Fotos da receita "Velas de Ouro", nas páginas 116 a 119 d'O Meu Livro de Cozinha, de Yvonne Bonis, versão portuguesa de Maria de Lourdes Modesto, Lisboa, Editorial Verbo, sem data de edição [1970s]: Reboliço, depois de uma manhã a espirrar entre livros velhos e papéis para jogar fora.)

"O que me acompanha é uma certa melancolia."

sábado, 12 de dezembro de 2009

Chamar os bichos

O Reboliço ouve chamar pelo Petaner. A Luca a ganir, esmorecida; o Sorna todo o dia calado, de lombo virado para a casa, num amuo triste de meter dó. O Reboliço não o sabia tão agarrado ao podengo. Os donos há uma semana que não o vêem.
- Foi pela estrada com o Boss e eu fui com eles, explica a Luca. Mas fez-se noite e quis vir cheirar o prato do Sorna, a ver se lhe roubava mais uns ossos. Eles os dois não voltaram. Agora choro, dá-me saudades dele, o que é que queres?
- Vais ver que volta, mais dia menos dia. Olha, vamos fazer como faz o Matias com os dedinhos pequenos e a boca apertadinha: buja, buja, bicho, bicho...

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

"Não será então que o meu cinema é o vício da minha alma?" (*)

O Cineclube de Faro está vivo e continua altamente recomendável. A sala onde retoma as sessões (do ciclo a que chamou “Eles vivem! (e nós também!)”) a partir de depois de amanhã foi re-equipada, tem som e imagem muito melhores do que antes. O programa começa em grande: são três dias seguidos de cinema português.
 (*) Manoel de Oliveira, há quase dois anos.

domingo, 6 de dezembro de 2009

O Reboliço colecciona calendários (12)

 
(Fotos da frente e do verso de um único calendário de bolso, feitas com o PhotoBooth: Reboliço. Na de cima, mal se vêem, mas estão lá "110 passarinhos em completa liberdade". 110 como o número do Rossio onde fica, ainda hoje, a Camisaria Moderna.)

sábado, 5 de dezembro de 2009

Escrever, escrever, escrever, escrever, escrever (6)

Com um editor diferente.

(Foto da couroupita guianensis
comummente conhecida como abricó-de-macaco
nos jardins do MAM/Rio
invenção de plantio de Roberto Burle Marx
perigo constante sobre as cabeças de quem lá passa: Reboliço.)

alta praia

...

Se aqui, à beira-mar, o meu indício
Na areia o mar com ondas três o apaga.
Que fará na alta praia
Em que o mar é o Tempo?

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Desembarcar em Veneza

A Dafne tem mais uma sebenta de História da Arquitectura, sobre Pietro Lombardo. É o décimo terceiro na colecção preparada por Domingos Tavares. Além da promessa de um belo livro, a Dafne, como o Reboliço, gosta pouco de bulício e anuncia: "Quando estiver ultrapassada a complexa fúria que a vizinhança do Natal imprime às livrarias, em Janeiro, o livro será objecto de duas apresentações públicas."

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

O Reboliço recebeu a primeira prenda de Natal - e não esteve sozinho


(Início do romance inacabado de Albert Cossery, Une Epoque de Fils de chiens
É um belo título, pensa o Reboliço, que nunca tinha lido sequer uma palavra do autor. 
A editora Antígona ofereceu hoje este presente aos seus leitores.)

domingo, 29 de novembro de 2009

Amanhã


(Foto da página inicial da entrevista de Alexandra Lucas Coelho a 
Margarida Martins Cordeiro e da foto de Nelson Garrido que mostra que ela 
é amiga: Reboliço. A versão digital das duas pode ser vista aqui. Obrigada, A.)

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

 
(Foto do moço a escolher os melhores, de todos os pimentinhos e pimentões, para mostar na banca da Rua Conde de Lages, com os alhos e as folhas de louro apagados pelo sol: Reboliço. O cheiro do peixe surpreendeu-o pela manhã, mas o que o arrebatou foi o modo cuidado da disposição dos produtos. Havia outro homem a abrir e a desmanchar uma jaca, fruto gigante e de cheiro enjoativo, de tão doce - assim para o lado da chila, mas com uma casca como se fosse um medronho de cor verde e inchado até cem vezes o tamanho normal.)

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Incorporated

O Reboliço ouve as gargalhadas do Rafa, enquanto a voz de 2Damon Albarn vai cantando "Moinho, moinho para a terra".

Passeio público

O Reboliço caminha sobre a relva meio cortada de uma placa de verde entre a Avenida Beira-Mar e a Avenida Infante Dom Henrique. À sua frente, encostado ao tronco de um coqueiro, o funcionário municipal lê a secção de anúncios de um jornal qualquer que achou por ali. O saco verde e o pica-papéis descansam aos seus pés. O Reboliço desvia o passo para não calcar o corpo inerte e inchado de uma ratazana, pedra acinzentada com cauda entre as folhas do capim - e logo desde ali,  erguendo os olhos, descobre outro aparente cadáver, maior e castanho, deitado do lado de cá da rede de um parque de estacionamento. Enquanto avança e se aproxima, vê que alguém dorme só meio vestido. As pernas, longas e nuas, repousam uma sobre a outra; os braços estão postos sobre a roupa curta que mal cobre o tronco. A pele escura amacia na base dos pés cruzados e brilha de um extremo ao outro. É um corpo feminino, na graça com que jaz aquele homem alto e adormecido, para lá das raízes que meio-saem da terra, dos côcos caídos antes de amadurecer e do cantar dos bem-te-vi.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

- Reboliço, mas que azáfama é essa? Nem parece teu.
- Tira-te daqui, Luca, vá, desabelha. Vai lá deixar pêlo noutro lado, que estou a varrer as Cartas.
- Vou é contar ao Petaner e ao Sorna. Até se vão assustar!

O Reboliço colecciona calendários (11)


(Foto dos quatro calendários de bolso, alinhados na parede do quarto da pensão na Lapa, junto a dois cinzeiros de vidro: Reboliço. A parede, a pedra, os cinzeiros, o calendário, tudo do mais bonito desenho contemporâneo.)

domingo, 22 de novembro de 2009

Ne Change Rien

Uma das coisas de que gosto mais em Ne Change Rien é o susto de ver aparecer uma janela luminosa que dá para a rua e para o dia, quando tudo o que se passa do lado de dentro do estúdio está, como em grande parte das imagens de Pedro Costa, obscurecido. Isso, não perceber se dois pontos brilhantes que não páram de se mexer são os botões de uma guitarra eléctrica ou os olhos de um gato grande que anda por ali, e a tortura de Kris Jensen em modo Jeanne Balibar.

Não mudes nada

(Post dedicado, só para lembrar que faz quarenta e um anos que saiu um disco branco.)

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

O Reboliço é um nefelibata (19)


Para o PAI, que nasceu no Moinho, hoje há quase vinte anos.



(Foto das nuvens sobre o Moinho, no final de 2008: Vasco Célio. Pela janela de cima, encostada ao telhado, passa um fiozinho de luz. Não é o fim do dia, são as nuvens que o fazem escurecer mais depressa ainda do que o horário de Inverno. Cá sobre o baixo, a erva da seara está verde, verde.)

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Sobre o que é um blogue

(Excurso de Errol Morris, só ligeiramente desviado do seu assunto mais recente, o carácter mais ou menos verdadeiro das fotografias. É uma discussão que passa também pelo trabalho de Edgar Martins.)

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Lírica...

"Penso que ela pensava que a máquina fotográfica era a minha boca, o que é o sonho de todos os fotógrafos."
A bichinha achou que ele era um predador desajeitado, e vá de lhe dar pinguins a comer.)

sábado, 14 de novembro de 2009

O trabalho que dá entender um cão

I got my black dog barkin'
Black dog barkin'
Yes it is now
Yes it is now
Outside my yard
Yes, I could tell you what he means
If I just didn't have to try so hard


quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Tourigamor

O Cunhadão diz: "Faz um filme chamado Estradas Paralelas e depois eu faço um documentário Tourigamor."

As Praias d'Agnès

Uma das coisas de que mais gosto em Les Plages d'Agnès é o modo como o cabelo de Agnès Varda serve de cronómetro. Mede o tempo e mostra a montagem: o que veio antes e o que foi filmado depois. Todo tingido, início ou final; coroa a embranquecer e ainda ruivo desde meio, a fazer dela um frade capuchinho, metade; só as pontas já pintadas, sem que o resto prateado lhe tire o ar agarotado, final ou início. Isso, e o ela explicar que foi por imperativo estético que, em Jacquot de Nantes, filmou, "proche, serré", a pele, os fios de cabelo, o olho de Jacques Demy a morrer de SIDA - porque, enquanto realizadora, não podia deixar de o fazer.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Camilla Watson


(Foto das fotografias de Camilla Watson metidas em estuque sobre 
paredes degradadas da Mouraria, em Lisboa: Reboliço. Obrigada, Dona Angelita!)

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Primeiro, isto.

Agora, isto.
(António Reis está em alta - mas, como lembra Alexandra Lucas Coelho, continua a não haver edição em DVD de Trás-os-Montes, um dos filmes mais fugidios da história do cinema português. Nem de Jaime. Nem de Ana. Nem de Rosa de Areia.)

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Venha o Diabo?

O Reboliço pensa que prepotência e paternalismo não são mesmo a mesma coisa. "Porque será?," pergunta-se, erguendo as orelhas e o focinho. Nem uns segundos depois, volta a assentar a cabeça sobre as patas da frente, cheira o ar ainda fresco da manhã, e suspira. "O prepotente tem uma ideia errada de si mesmo - abusa da autoridade porque se julga nesse direito. Mas o paternalista, muitas vezes um pobre prepotente, faz também uma ideia errada do outro; engana-se no que é e no que vê." No seu pensamento, um bom acto de prepotência é preferível a qualquer, ainda que brando, paternalismo.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

De baixo para cima






(Fotos do fungo que, visto de cima, parece esferovite: Reboliço. 
Esferinhas rápidas. Casinhas dos gnomos, manos. Aldeia de strumpfes, sim, cunhadão.)

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Oh...

Ao cair da folha, até os mais resistentes têm de cair.
(Os fins podem ser felizes, e Todd May explica porquê. Obituário aqui.)

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

(os cães arrepiam-se?)

Actualização: Pelos vistos, uma compilação das suas escolhas. Mas não com a sua voz.
ACTUALIZAÇÃO - A partir da uma da tarde, daqui a bocado, emissão especial na RADAR. Pode-se ouvir por aqui. Com a voz dele. E aqui 500 temas rebeldes que o fizeram mostrá-la.)

domingo, 1 de novembro de 2009

Oh...

(O Reboliço não sabe o que dizer. No blogue O Jansenista foi encontrar umas linha próximas do que poderia ter dito. Se o Vasco Granja o ajudou a moldar o sistema de focagem ocular, foi muitas vezes o António Sérgio a afinar-lhe o mistério que vai dentro dos ouvidos de um cão. Haverá CDs ou streams, ou lá o que é, ou MP4-5-6, com os registos da sua voz, disponíveis para quem quer que seja e para o Reboliço a fazer ouvir, por exemplo, ao pequeno Matias?)