sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

O Reboliço não se lembra de um Carnaval sem chuva. É o tempo perfeito para se acender o lume, assar sobre a trempe as postas alongadas do peixe-espada e mamar uma açordinha. O vapor da água a cair na tigela (a espalhar o azeite, a mistela de alho e coentros no fundo) foge para a porta de vidro a querer misturar-se com as gotas que escorrem do lado de fora. O calor da lareira dispersa-se por baixo da mesa, nas brasas incandescentes. O vidro, embaciado, ri-se da água que quer entrar, ri-se da água que quer sair.