Fala o bar: "Agradeço a quantos me apoiaram a existência, me deram alento para continuar, de pé, no meu canto destinado. Agradeço aos que alguma vez me elogiaram, me fizeram festas, se olharam aos meus espelhos. A quantos livros, garrafas, bibelots, pousaram nas minhas estantes, obrigada. Não sei para onde irei e ouço rumores de que um contentor de metal ou uma fogueira me esperam. Tremo de pensar, mas, nesse tremor, nenhum parafuso meu se desloca. Afinal, sou móvel de canto, espelhado, e cheio de orgulho."