domingo, 5 de junho de 2016

Li letro de moun moulin

O Reboliço não se decide se a sedução que sente pelo que desconhece opera por convite a conhecer, ou se por maravilhamento perante o que, por indecifrável, não lhe é fácil racionalizar. Desconfia que seja uma colecção dos dois. O grande amigo grande mostrou-lhe a porta para os textos de Alphonse Daudet em língua provençal, e é um regalo de ler sem perceber quase nada (sim, porque lhe conhece de cor as histórias), mas sentir um bocadinho o sardo, um bocadinho o catalão, pitada aqui, pitada ali de francês, de espanhol, de antiquíssimo português: é, por exemplo, Anfons o Daudet.