O Reboliço, que é um cão muito observador e leitor, nunca se submeteu a um teste de ressonância magnética. Não é que não seja capaz de ficar longos minutos sentado, em sossego, de orelhas tapadas e a ser digitalizado, milímetro a milímetro, por uma máquina. Nunca calhou, nunca precisou. Capaz de nunca vir a precisar. Se acontecesse, haveria de ser engraçado ver como reagiriam os senhores cientistas das maquinais experiências. Que os cães são também pessoas. Pois sim. Tudo é também pessoas. Ou cães. Concentradinhos nos seus caudados núcleos - ou, em linguagem canina, as caudas, as caudas.
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segunda-feira, 7 de outubro de 2013
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
"chintzy currency"
James Estrin, do New York Times, discorre sobre a "proliferação da fotografia vernácula". Ou será "vernacular"? Whatever. Allen Murabayashi aproveita a deixa e avança com uma bela e útil (ou será "inútil"?) categorização das imagens dos lugares comuns, que vai das imagens reconfortantes (ou será "de conforto"?) às sérias (ou "seriosas"?), passando pelas noveldades ("novidades"?) e pelas que se designam com o impronunciável acrónimo MLIBTY, de variante igualmente improferível MLIWTY - e que, respectivamente, significam a minha vida é melhor que a tua e a minha vida é pior que a tua. O Reboliço acha tudo isto tão maravilhoso quanto os quatro mil milhões de imagens que até Julho deste ano tinham sido feitas com e publicadas através do Instagram.
Eis uma reconfortante pic, by @rebolico:

quarta-feira, 30 de maio de 2012
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
- Reboliço, já acabaram os telegramas. Kaput. Nicles, já não há.
- Mas toda a gente compreende o que quer dizer mensagem telegráfica, Luca. Vê lá se recebes: Galáxia McLuhan. Palavras/palavras. P/ nosso conhecimento. E outras cartas.
- Espera, espera lá! Mas onde é que tu vais com essa pressa toda? Nem é teu costume, Reboliço. Anda cá já!
- Mas toda a gente compreende o que quer dizer mensagem telegráfica, Luca. Vê lá se recebes: Galáxia McLuhan. Palavras/palavras. P/ nosso conhecimento. E outras cartas.
- Espera, espera lá! Mas onde é que tu vais com essa pressa toda? Nem é teu costume, Reboliço. Anda cá já!
sexta-feira, 8 de julho de 2011
O Reboliço não é o único nefelibata
(Foto da nuvem do vaivém a furar a nuvem de ameaça de chuva no Kennedy Space Centre, na Florida: Xeni Jardin. Thanks, Xeni!)
- Lá foram, Luca.
- Para onde é que foram?
- Para o espaço.
- Sim, mas onde é que pousam?
- Não pousam, ou melhor, pousam numa coisa que também está suspensa, a Estação Espacial Internacional.
- E o que é que lá vão fazer?
- Olha, se queres que te diga, não sei bem. Acho que foram afinar instrumentos, levar umas pecinhas novas para a dita estação.
- Explica-me, Reboliço: se eles pousam em cima do que não está pousado, como é que não caem?
- Olha, é assim como aquelas moscas que às vezes a gente vê a voar umas em cima das outras, percebes?
- Hum... Não, mas está bem. Fizeste-me lembrar que tenho que ir a fugir enxotar aquelas que ali andam. Isso é que é a minha missão especial!
terça-feira, 21 de junho de 2011
Tirar fotografias ou construir imagens
O Reboliço continua intrigado pelo movimento da agulha da sua atenção, quando olha para as fotografias. São peças incríveis de bem feitas, são montras tremendas do horror.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Messi na poesia: “Nem com Rede nem com Tridente”
“Neither With Net nor Trident”
The genius, the genius of
Football
In our modern-day life
Utterly
Unpredictable
He doesn’t know
What he’s going to do
So how the hell
Do the defenders
You cannot contain him
With a net
Or a trident
He’s got pace
He’s got power
He’s got vision
Technique!
And he’s got
Finishing power
His cup
Runneth over ...
Magnificent Messi
Wild man
He doth bestride the Earth
Like a Colossus
Football
In our modern-day life
Utterly
Unpredictable
He doesn’t know
What he’s going to do
So how the hell
Do the defenders
You cannot contain him
With a net
Or a trident
He’s got pace
He’s got power
He’s got vision
Technique!
And he’s got
Finishing power
His cup
Runneth over ...
Magnificent Messi
Wild man
He doth bestride the Earth
Like a Colossus
(Daqui. Post dedicado ao culé mais lindo do planeta do Reboliço, que para mais é Lleidatá apaixonado e belíssimo escrevente.)
segunda-feira, 2 de maio de 2011
sexta-feira, 29 de abril de 2011
A boa morte
O Reboliço ouve alguém dizer que teme as mortes tolas e que desejaria uma morte belíssima, como a de Isadora Duncan. Pensa que a beleza da morte, como talvez a beleza seja do que for, está no olhar de quem a contempla. Quem olha para a morte de Duncan vê a dança, vê a beleza, que quer ver.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Violet & Bobby
- Luca, anda ver!
- O que é, Reboliço?
- São falcões a chocar falcõezinhos.
- Mostra, deixa ver. Onde é que estão?
- Estão no topo da biblioteca Bobst, na praça Washington, em Nova Iorque. Cuidado, não empurres, olha que os assustas.
- Mas eles podem ver-nos, Reboliço?
- Claro que sim: isto é um vidrinho fino...
- O que é, Reboliço?
- São falcões a chocar falcõezinhos.
- Mostra, deixa ver. Onde é que estão?
- Estão no topo da biblioteca Bobst, na praça Washington, em Nova Iorque. Cuidado, não empurres, olha que os assustas.
- Mas eles podem ver-nos, Reboliço?
- Claro que sim: isto é um vidrinho fino...
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Guts!
Depois de o Smithsonian ter retirado da exposição "Hide/Seek: Difference and Desire in American Portraiture" o vídeo de David Wojnarowicz "A Fire in My Belly"; depois de se levantarem vozes contra as vozes republicanas que tinham levado ao acto de censura, o Museum of Modern Art de Nova Iorque comprou a obra para a sua colecção permanente. Fogo no ventre - é assim que está certo.
Adenda: A questão vista desde a margem europeia da banheira atlântica.
Adenda: A questão vista desde a margem europeia da banheira atlântica.
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
domingo, 5 de dezembro de 2010
"Syntax was winning."
O Reboliço lê sobre as potencialidades da pesquisa electrónica aplicada à História e ao conhecimento da literatura e da cultura vitorianas. Pensava que não fosse tamanha novidade. Até os receios lhe parecem fora deste tempo; mas talvez, afinal, não seja assim.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
terça-feira, 6 de abril de 2010
"Whirligigs and Windmills"
O Senhor Simpson faz moinhos, piões, mobiles e outras engenhocas, com tralha que arranja nas sucatas, ferros-velhos e mais depósitos de material enjeitado.
>
NYTimes
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Sobre o que é um blogue
(Excurso de Errol Morris, só ligeiramente desviado do seu assunto mais recente, o carácter mais ou menos verdadeiro das fotografias. É uma discussão que passa também pelo trabalho de Edgar Martins.)
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Oh...
Ao cair da folha, até os mais resistentes têm de cair.
(Os fins podem ser felizes, e Todd May explica porquê. Obituário aqui.)
(Os fins podem ser felizes, e Todd May explica porquê. Obituário aqui.)
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Pela secagem natural
O Reboliço gosta do cheiro a roupa acabada de lavar. E gosta da ideia de estender a roupa. Ao ar, ao sol, a espalhar aquele cheiro. Nunca entendeu muito bem a mania de usar uma máquina para secar a roupa, quando há fora de casa, da janela de um prédio ou num quintal, o vento mais forte ou mais fraco para fazer o serviço sem gastar um tostão nem consumir outra energia fabricada pelo homem. Além disso, roupa estendida sempre lhe traz à memória um filme de que gosta muito. Ou o jogo de ordenar por cores as molas que prendem as peças ao longo da corda, como escalas de tons de tinta. Faz-lhe espécie a ideia de que se possa proibir uma coisa assim bonita e sensata.
(Notícia do NYTimes sobre a discussão de leis para proibir a secagem da roupa em estendais; página do movimento pró-estendal.)
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
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