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sábado, 18 de setembro de 2010

Um "embrulho com um bocado de beja"

 (Fotos - "entretanto fiz duas fotografias do tipo 'ana no seu blog' e então envio-tas, vê lá que espectáculo! na do pôr-de-sol aparece outra vez o avô, com os seus óculos escuros à James Dean, com uma das lentes partida, apoiado no seu cajado, olhando o sol a ir-se embora, ou a ponta do cajado, que quase podia ser o pau carcomido da outra fotografia", esculpido pelo bicho da madeira, com a ajuda de algum canivete, faquinha petisqueira, ou o que o avô apanhasse no fundo dos bolsos das calças de cotão: Mano, a auxiliar na matança das saudades.)

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

"Mais vale vela do que parcela."


(Foto do pai a recolher a última das velas ao fim do dia, em Dezembro do ano passado - muito diferente do céu deste fim de ano, plúmbeo e prenhe: Reboliço. Dito do Mano, que é um moço muito espirituoso.) 

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

E, já agora...

(Disse ao Mano das palavras do post abaixo, algumas foram para ele e para a Mana. Reacções, editadas:)

Mano:vamos lá a ver
hum
and what is it supposed to be? [o conjunto das 12 palavras]
me: a sem-se-ver mandou-me uma daquelas cadeias das 12 palavras de que mais gostamos
Mano: ah
assim já faz mais sentido
(é pena)
uma coisa muito bem organizada, sem sentido é sempre fascinante
me: claro
Mano: sabes aquele gajo, o "keucha"
me: mas a ppia cadeia não faz mto sentido; aliás, eu quebro-a pq não envio a ninguém
quem?
Mano: (não sei escrever, só sei "pronunciar")
me: sim, mas quem diabo é isso?
Mano: o do Mozart
me: pois sei lá...
Mano: quando se apresenta um concerto ou uma peça do Mozart diz sempre K... 543
no Bach é bwv
são as iniciais dos arquivistas
os gajos que compilaram lá as músicas deles
me: espera aí
Mano: (que eles tinham mais que fazer do que andar a compilar as músicas, eles eram compositores, não compiladores!)
querchel da silva!
exactamente
pois, vai-se a ver, o gajo era biólogo ou assim e o trabalho dele era classificar plantas
vê lá as cenas
vai ao encontro da minha teoria da paranóia humana classificacionista!
altamente
pois, era para dizer que lhe podias pedir que compilasse e classificasse as tuas palavras
ele haveria de ser capaz de lhes encontrar uma bela de uma ordem!
me: vai ver isto
Mano: que é isto?
me: clica e lê, q é curtinho
Mano: botânico
era isso
fixe
me: mas quem é q não era botânico na Alemanha do séc XIX???
Mano: hum
também é verdade
é como dizer, quem é que não é passador de droga na baixa lisboeta no séc XXI?
me: tento conhecer agora o mais possível do Romantismo na Alemanha, onde começou
Mano: foi nalgum desgosto de amor
me: não, que aquilo nem tem só a ver c desgosto nem só c amor
Mano: eu tenho cá umas teorias
mas são do género de ser-se feliz na Austrália por nunca se lá ter ido
me: aliás, por exemplo o Kleist, q se matou e todos dizem q era p males de amor, eu acho q ele sabia muito mais do q isso ("he knew better than that")
Mano: (tirando Berlim, não conheço aquele país)
mas até tas posso contar
me:conta, vai!
Mano: não sei bem onde, mas tinham um problema de identidade (ou de curiosidade)
e então para tentar descobrir a própria identidade até estavam dispostos a fazer pactos com o diabo...
(aquele senhor que sofria de "gota"...)
me: qual deles?
Mano: depois, como não encontraram nada de jeito lá nos lugares onde moravam foram fazer escavações arqueológicas para os egiptos, sírias e assim...
depois como continuaram sem descobrir, nem perceber nada lá para essas bandas voltaram para casa e começaram a desconfiar uns dos outros...
e começaram a espiolhar tudo e quem era quem e de onde é que vinha...
depois isso já se sabe no que deu...
me: :D
Mano: mas no fim de contas, o que interessa é tentar perceber o porquê do tal problema de identidade!
o que nos devolve à questão dos desamores
me: achas mesmo?
Mano: havia uma alemã de quem um alemão se tinha apardalado (graufshungen, em alemão)
mas ela não lhe dava troco e dizia
"mas quem és tu para me andares a moer?" (molinstrugen, em alemão)
e, vai daí, ele ficou mesmo tramado, tipo paralisado, a tentar perceber quem era
(coitado)
e ninguém se lembra do seu nome
(conveniente para a criação de um mito desidentitário)
era desdentado, era a única coisa que se sabia.
por hoje já chega. mas agora a sério as campanhas arqueológicas e uns tipos tipo schinkel têm a ver com os romances...
até logo, tenho que ir
me: bem, isto vai mesmo é pró blogue, q já está a ficar elevado demais!
até logo e beijos!
obrigada!!!
Mano: tchau
bloighen!
tag
bau
bsugen
trau!

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Bocejo

O Mano quer ajudar a animar as Cartas. "Olha, eu acho que uma boa discussão, ou sugestão, podia ser imaginar como pode ser uma canção da Carla dedicada ao Nicolas." "Ó pá," chateia-se o Reboliço, "mas o que é que as Cartas têm a ver com o Nicolas e a Carla, pá?! E não quero cá interactivices." O Mano insiste: "Não, mas podias fazer escalões e, assim, por ser Natal, todos ganhavam! E depois mandava-se para eles. Haviam de gostar." O Reboliço está nos limites. "Que engenho!... Tu não quererás concorrer ao Nobel?" "Hum... O papai Nobel é alguma coisa ao papai Noel?"

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Para acabar de vez com os chats

O fim da conversa é sempre longo - dez ou doze linhas de beijos, atão vás, adeuses, olha espera aís, e tolices parecidas. É como com toda a gente, imagino. Desta vez foi completo:

tchau final
over and out
roger
ok
talk
by
end

Ficou bonito. Gostei mais que tudo do "by". É poético.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

No chat do Gmail, com o mano (ja tinha soidades)

1. Mano: (sabes, 'tive a pensar, se calhar, se eu for já adiantando assim umas "conversas" parvas, tipo daquelas dos velhos, que não se percebe nada mas eles acreditam muito naquilo, se calhar, depois quando chegar a altura tenho conversas melhores, tipo alzaimér ao contrário)

2.
Mano: Comprei um casaquinho de pôr.
Me: De pôr onde?
Mano: nos braços e nas costas e nos ombros, e no armário, ao colo quando se anda de comboio, por baixo de um cão quando estiver coçado, por cima do chão molhado, enquanto seca, quando for um farrapo, no lixo, quando já não der mesmo para mais nada, enfim, de pôr
Me: Ah, sim, já sei quais são.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

Da terra dos Munchkin

De conversa com o mano, expliquei-lhe que sim, que aqui também havia "esquilos" como encontrara em 94, da primeira vez que pisei solo americano. Ele quisera saber se havia aqui em Stanford "esquilos-leitores" como os que atravessavam a sala de poesia da biblioteca de Dartmouth College, zuniam sobre os cadeirões, os braços e as cabeças dos leitores e saíam disparados para o grande carvalho em frente a porta. A seguir, esclareci-o: não são bem-bem esquilos-esquilos, mas chipmunks, um sub-género da família dos esquilos. Não houve maneira - "A sério?! Então mas isso é tramado! Uma grande desilusão, tipo aquela de sair o Euromilhões mas sem a parte do receber*! A última vez que tive uma assim tamanha desilusão foi quando soube que Plutão não era planeta e que o Pauleta era rabeta!" (*Esta roubou-a aos mocinhos do Gato Fedorento.) Guarde-se lá mas é o decoro, que o mano só deve ter escrito aquilo para rimar...

quarta-feira, 12 de abril de 2006

O mano não gosta do msn

Quando o Reboliço insiste, com argumentos pragmáticos, dá nisto:

Mano: ok, agora pensa numa esfera dourada que tens dentro do teu peito...
já pensaste?
Eu: o QUÊ???
Mano: Agora imagina que flutuas... Já está?
Eu: passaste-te!
Mano: (não escrevas alto pá, isto é zen)

sábado, 11 de fevereiro de 2006

(cont.)

"Então ficas com o n° 7, ficas na cauda, o resto já está ocupado, a Luísa vai à frente, arranjou um capacete em forma de bala que mandou pintar de verde prata!"
Se o chat no gmail tivesse smileys, o Reboliço teria inserido o de olhos muito abertos, ar surpreeendido e interrogativo (o que se inventa que os bonecos dizem!...). Como não tem, digitou: ""Ficas com o nº 7"???". Pisca a barrinha laranja, "mano says": "No tobogan. Assim fica fechada a equipa para Turim. Tás a ver? Dah!..." "Ok. O 7 costuma dar-me sorte."

Chat no gmail

Orgulhoso, o Reboliço conta ao irmão que está a ter aulas de defesa pessoal. "Para quê?", pergunta o mano. "Só porque sim, e para fazer companhia a outros vizinhos." "Pois eu cá," lê o Reboliço quando pisca a tirinha laranja a dizer "mano says", "inscrevi-me nas aulas de desenforma de queques integrais que estão a dar na cantina da universidade nova, ao campo pequeno." "Ah sim? E o que vem a ser isso?" Pisca o laranja: "Bem, aprende-se a desenformar queques - integrais - de maneira a que fiquem bonitos para servir nas cantinas. É muito útil." O Reboliço pensa, pensa, e digita: "Posso citar no blogue?" Pisca o laranja outra vez: "Podes, mas as inscrições já estão fechadas, se quiserem ir é só para ver."