(Na aldeia, em pequeno o Reboliço dormia no quarto maior, interior, com o mano e a mana. Uma cama grande para elas, uma mais pequenina para ele. A porta de duas lâminas dava para o corredor que vinha da mercearia e ia para o quintal. Quando se arranjou a casa, disse a mãe aos pedreiros: "Descubram-me aí os nichos que o quarto tinha, de quando eu era moça." A mãe, antes, então, ali dormira com a mana dela: um dos nichos, pequeno, de frente para a porta, começava ao metro e meio de altura e tinha menos disso até terminar, um pouco mais de largura e de profundidade igual. Servia como se fosse mesa de cabeceira. O outro, mais alto, começava mais em baixo na parede e era como que fechado por um pano ao alto. Ali se guardava a roupa das meninas da casa. Os nichos haviam sido cobertos e durante anos ninguém se lembrou deles. Até que a mãe pediu aos pedreiros que os devolvessem à casa. No Verão, a telha de vidro deste quarto tem de ser tapada de papéis [quando havia a mercearia, era papel manteiga, o mesmo onde se faziam as contas ou embrulhava o pão, com o que se fazia os cartuchos para o feijão e o grão], ou o calor mata a gente. Quando bate ali de manhã, alguma fresta entre o papel, o vidro e a alvenaria do telhado deixa passar o sol que não se quer dentro de casa e projecta, no nicho grande, a labareda.)
Mostrar mensagens com a etiqueta Mana. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Mana. Mostrar todas as mensagens
domingo, 14 de agosto de 2016
segunda-feira, 25 de abril de 2016
Liberdade
(Foto da pintura do pequeno Matias no chão da terra: Mana Gabriela. O sobrinho primeiro do Reboliço nasceu da Mana Gabriela e do Vasco - nem um nem outro eram nascidos quando foi do 25 de Abril, nem, por necessidade, os filhos deles. O Mano João, que é gémeo da Gabriela, igual - e os filhos dele e da Angela nascem também em liberdade. O Reboliço, apesar de já nascido havia naquela data três anos e meio, não guarda memória do dia. Mas dos que vieram depois, da alegria de celebrar aquilo que começou por ser só uma palavra, depois foi conceito e agora é o mote de uma vida, o que mais o alegra é isto de ter dedos cheios de tinta e perceber que do corpo de um canito a uma expressão dele se pode fazer o caminho sem constrangimentos, sem peias, com sorrisos e risos de ir às lágrimas. Por coincidência igual de feliz, repara ainda, o Dia da Liberdade é também o Dia Mundial dos Penguins.)
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Meus manos
- Eu cá, Reboliço, gosto de andar de um lado para o outro.
- Pois é, Luca - haja quem. Já eu, quieto aqui no canto quente da casa, prefiro imaginar como seria o mundo sem distâncias: sem quilómetros, sem oceanos, sem estradas entre aqueles a quem quero ter à frente todos os dias. Para poder abraçá-los num mesmo gesto, como fiz aos meus irmãos no dia em que nasceram, há mais de sete lustros. Agora, estão eles como tu: cada um na sua esquina do mundo, saltitões, imparáveis.
- Ah, mas podias fazer de outra maneira para abraçares os teus manos, Reboliço. Arranjavas umas patas elásticas, estendias, estendias, estendias cada uma delas, e caçavas os bichinhos no abraço!
- Pois é, Luca - haja quem. Já eu, quieto aqui no canto quente da casa, prefiro imaginar como seria o mundo sem distâncias: sem quilómetros, sem oceanos, sem estradas entre aqueles a quem quero ter à frente todos os dias. Para poder abraçá-los num mesmo gesto, como fiz aos meus irmãos no dia em que nasceram, há mais de sete lustros. Agora, estão eles como tu: cada um na sua esquina do mundo, saltitões, imparáveis.
- Ah, mas podias fazer de outra maneira para abraçares os teus manos, Reboliço. Arranjavas umas patas elásticas, estendias, estendias, estendias cada uma delas, e caçavas os bichinhos no abraço!
domingo, 31 de julho de 2011
Arte da Mana, arte do Mano
(Hip-fotos da pintura de armário de cozinha, arte da Mana, mais ensaio para banda desenhada, arte do Mano, duas artes dos finais da década de 1980: Reboliço, orgulhoso.)
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Reencontro
(Hip-foto: Reboliço. O Reboliço ia de passeio pequeno a conduzir o carro da Mana. Ligou o tocador de discos, sem saber que música sairia dali, e quase teve de encostar à berma, da surpresa e da alegria: reencontrara [porque a Mana reencontrara] o Reencontro, o absolutamente extraordinário disco de Djurumani - alô, Germano! - a que há muitos anos perdera o rasto. Caminho todo a cantarolar, pois foi, q'ando mi era galo nobo...)
>
Djurumani,
Fotos,
Mana,
O que ouvi
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Três Primaveras, três!
(Hip-foto do pequeno Matias, pouco antes de completar três anos: Vasco Célio.
Parabéns, meu sobrinho!)
Parabéns, meu sobrinho!)
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
O celeiro da casa Roca (post dedicado)
(Diz-lhe um bom crítico que não abuse dos adjectivos. Diz-lhe o bom senso que não use palavras para aquilo em que não são precisas. Teimoso, o Reboliço usa-as precisamente quando não fazem falta. Não conhece a contenção, nem em tempo de crise - ainda lhe há-de custar o pêlo, mas o gosto da língua com que se lambe não morre depressa. Ou, como diria Alan Shore a Denny Crane, também sem precisar de lho dizer, Live big, my friend. Live big.)
Há uns dias abalou para terras remotas e, quando deu por si, estava a uma mesa, toalha branca e três pedras cinzentas no centro encostadas umas às outras. Nada de tempo depois, no lugar das pedras apareceu, como se tivesse nascido ali de repente, uma oliveira anã: dos ramos dela penderam dez azeitonas caramelizadas, recheadas de anchova. O Reboliço colheu cada uma das duas que lhe calharam, mordeu-lhes a pele, virente pele, por baixo do caramelo - só doce o suficiente para ser tarrincado e se dar por ele -, apaladou o peixe escuro, foi engolindo devagar. Pensava que não era aquele um sítio para se lembrar da comida de casa: ali faziam coisas como gelificar, reduzir, emulsionar. E pur... as azeitonas, o primeiro sabor que lhe tocava na tabela do jantar, eram azeitonas conhecidas e boas.
Quando lhe puseram à frente uns rectângulos de lenho, retalhos de rede de pesca por cima a dar cama a espinhas de anchova (espinhas!) em polme de tempura de arroz, franziu o focinho. Que as comessem a Misha e a Pelota, que era lá isso de espinhas! Nada - foi-se o focinho desfranzindo, o faro aguçando, mais a curiosidade, não tardou a pegar no petisco e a deliciar-se. Ao seu lado, atrás de si, sempre aparecido não se sabia de onde, o sardo Davide, de serviço à mesa, falava, falava, falava... Contava de como aquela língua castelhana em que falava não era a sua, nem essa nem a catalã; que nem sequer o italiano era a sua língua - que a sua língua era o sardo. "E sabes, Reboliço, 'Sardenha' quer dizer 'a terra dos filhos das estrelas,'" contava, de olhos a brilhar como os astros do céu, enquanto trazia as magias dos Roca. Vestiu mesmo casaco de mágico, cartola e varinha, quando trouxe os bombons Bellini, de cava rosa com o tradicional licor de pêssego e pedacinhos de folha de ouro no topo: "Não percam tempo a admirar as esferas cor-de-rosa, que dentro de uns segundos elas desaparecerão, na vossa boca ou fora dela." Nhac!, fez o Reboliço, abrindo a boca e fechando os olhos. Nhac!, fez a bola de licores e bolhas da cava entre a língua, o céu, as paredes da boca toda. "Ofertas da casa," ia dizendo Davide. Pois sim, oferendas. Canções de sereias, silvos de serpentes.
Quando lhe puseram à frente uns rectângulos de lenho, retalhos de rede de pesca por cima a dar cama a espinhas de anchova (espinhas!) em polme de tempura de arroz, franziu o focinho. Que as comessem a Misha e a Pelota, que era lá isso de espinhas! Nada - foi-se o focinho desfranzindo, o faro aguçando, mais a curiosidade, não tardou a pegar no petisco e a deliciar-se. Ao seu lado, atrás de si, sempre aparecido não se sabia de onde, o sardo Davide, de serviço à mesa, falava, falava, falava... Contava de como aquela língua castelhana em que falava não era a sua, nem essa nem a catalã; que nem sequer o italiano era a sua língua - que a sua língua era o sardo. "E sabes, Reboliço, 'Sardenha' quer dizer 'a terra dos filhos das estrelas,'" contava, de olhos a brilhar como os astros do céu, enquanto trazia as magias dos Roca. Vestiu mesmo casaco de mágico, cartola e varinha, quando trouxe os bombons Bellini, de cava rosa com o tradicional licor de pêssego e pedacinhos de folha de ouro no topo: "Não percam tempo a admirar as esferas cor-de-rosa, que dentro de uns segundos elas desaparecerão, na vossa boca ou fora dela." Nhac!, fez o Reboliço, abrindo a boca e fechando os olhos. Nhac!, fez a bola de licores e bolhas da cava entre a língua, o céu, as paredes da boca toda. "Ofertas da casa," ia dizendo Davide. Pois sim, oferendas. Canções de sereias, silvos de serpentes.
Veio uma panela meio de louça meio de metal, com tampa que aberta mostrou um vapor de cheiro a nabo. Cheirava ao cozido de casa, mas trazia na parte de metal, sobre um reticulado miúdo, uma cestinha feita de massa de trigo, encerrada em brioche onde se escondia a trufa negra, presumida a fumegar. Não durou nada, nem o caldo de legumes e vitela que servira o vapor para amaciar a bola de farinha.
Já os risos iam altos, as maçãs dos rostos a encarnarem ideias amorosas, quando chegaram, dentro de colheres de cabo torcido, uns óvulos de amarelo-escuro que o sardo apresentou como tortilhas de caviar. O V., saído de dez dias de festival gastronómico e difícil de contentar, já se rendera às surpresas: forma, cor, cheiro, remoinhava tudo e tudo se entranhava nas papilas em muitos pensamentos de bondade e prazer. A G. posava para um retrato quase erótico, só olhos fechados e mais nada, e o Reboliço ganhava medo - como diabo se escreverá isto?
É que as palavras das conversas iam ficando escassas. Repetiam-se adjectivos, os temidos, os temíveis. Vinha com a tortilha de caviar um parfait de pombo com pinhões, xerez e pão de especiarias, vinha, a mais pedidos, o pastel folhado de azeitonas; vinham, dentro do vidro cortado ao meio de garrafas de Kripta, as ostras - estreia do M. nas ostras -, com a estranha folha que sabe ao marisco, mais batata verde, gengibre, tudo coberto com cava, lá está, gelificadinha como manda a sapatilha gourmet e como ganhou o título de prato do ano em 2006. Veio um royal de chip de alcachofras com foie em azeite de alcachofra e redução, lá está, de sumo de clementina. O Reboliço viajava pelos sons das palavras não menos que pelos sabores, queria lá saber de escrever. O sardo falava, falava, falava, prestava-se aos retratos, amigável, pois não...
É que as palavras das conversas iam ficando escassas. Repetiam-se adjectivos, os temidos, os temíveis. Vinha com a tortilha de caviar um parfait de pombo com pinhões, xerez e pão de especiarias, vinha, a mais pedidos, o pastel folhado de azeitonas; vinham, dentro do vidro cortado ao meio de garrafas de Kripta, as ostras - estreia do M. nas ostras -, com a estranha folha que sabe ao marisco, mais batata verde, gengibre, tudo coberto com cava, lá está, gelificadinha como manda a sapatilha gourmet e como ganhou o título de prato do ano em 2006. Veio um royal de chip de alcachofras com foie em azeite de alcachofra e redução, lá está, de sumo de clementina. O Reboliço viajava pelos sons das palavras não menos que pelos sabores, queria lá saber de escrever. O sardo falava, falava, falava, prestava-se aos retratos, amigável, pois não...
O linguado selvagem, a la brasa amb sabors del Mediterrani, foi prato de 2009. Os sabores do Mediterrâneo eram cinco emulsões que vinham em mancha no prato a ladear à esquerda o lombo do peixe. O sardo Davide ensinava que se comesse o linguado acompanhado de cada emulsão, partindo de baixo para cima, sempre a subir no prato e no céu da boca. Uma era de funcho e trazia dele uma minúscula folha fininha; a segunda era de bergamota e vinha enfeitada com uma pétala, pequenina, de flor de jasmim; a do meio era de laranja e no meio dela vinham pedacinhos da casca; a penúltima era de pinhão e lá trazia um pinhãozinho quebrado; a excelsa, de azeite de azeitona verde, tinha no meio uma lágrima caramelizada, uma esfera transparente, um caramelo, muito redondamente gelificado, de azeite. O Reboliço já não cabia em si e não era só de contente. Ficava-lhe curta a pele para tanto gosto.
Veio a seguir a escudella de bacalá. Foi prato do ano em 1998 e não se lhe notou nenhuma ruga. A escudela, que se refere ao recipiente pobre em que por tradição se preparava um caldo de carne e enchidos de porco, é como a cataplana: deixou de ser continente, passou a ser conteúdo. Dizia o sardo que o bacalhau nem sequer é grande invenção para a escudela: que nas casas mais remendadas da Catalunha a preparavam com o que houvesse, e se o que havia era o peixe da salga era esse que entrava na panela (por uma ordem certa, como ensina a tia de Concha em Pedra de Tartera). No Celler ajeitaram a coisa como se fosse à pobre: bacalhau e gnocchi de batata, pedacinhos da tripa do que nem é carne nem é peixe, mais uma emulsão, pois é, das espinhas do bicho (que fixação!, pensa o Reboliço, e faz uma reza à lembrança das gatas).
Veio a seguir a escudella de bacalá. Foi prato do ano em 1998 e não se lhe notou nenhuma ruga. A escudela, que se refere ao recipiente pobre em que por tradição se preparava um caldo de carne e enchidos de porco, é como a cataplana: deixou de ser continente, passou a ser conteúdo. Dizia o sardo que o bacalhau nem sequer é grande invenção para a escudela: que nas casas mais remendadas da Catalunha a preparavam com o que houvesse, e se o que havia era o peixe da salga era esse que entrava na panela (por uma ordem certa, como ensina a tia de Concha em Pedra de Tartera). No Celler ajeitaram a coisa como se fosse à pobre: bacalhau e gnocchi de batata, pedacinhos da tripa do que nem é carne nem é peixe, mais uma emulsão, pois é, das espinhas do bicho (que fixação!, pensa o Reboliço, e faz uma reza à lembrança das gatas).
Fora do menu, escolhido pelo V. e pelo M., o bife tártaro com gelado de mostarda foi o pico da noite, no bom e no mau sentido - foi o que introduziu "excessivo" na lista, e não estragou a refeição porque veio pela cobiça do cliente mais do que pela ambição do cozinheiro. O Reboliço sonha ainda com a carnica em sangue, a ternura da sem nervos, a vermelha maravilha temperada: acompanhava de vários molhos e o sardo Davide lembrou o ritual de comer de baixo para cima, da parte mais próxima do prato até à que se virava para o centro da mesa. O primeiro, o molho béarnaise; a seguir, um de tomate temperado com especiarias e uma compota já não se lembra de que fruta; o outro, de praline de avelãs e passas recheadas de xerez oleroso; o último, de geladinhos de mostarda com as folhas da erva. Sobre a carne, apareciam uns pufes, coisa inchada de batata com sabores a cebolinho e a caril. Entre outros, que não escondiam nem por um segundo o gosto do bife. Mais carne veio depois, um cochinillo que o sardo descreveu como tendo sido cozido a baixa temperatura nos seus sucos, com melão e cebolinho. Tinha um perfume de carne fumada, a pele crocante e a capacidade de ficar na memória da língua até ao fim da vida de um cão.
Reboliço, Reboliço, que fartura... E os líquidos, para não embaçar? Houve líquidos - terminaram num chá de hortelã de agradecer a algum espírito da terra que faz crescer tais ervas. Começaram num cava das caves de Agustí Torelló Mata (a mesma marca do Kripta que inundou as ostras), foram por um Ferrer Bobet branco, néctar do Priorado, de 2007; o tinto era o Terra Remota de 2008 e para as sobremesas, para terminar em bom, o bom sardo Davide trouxe um luso Taylor Fladgate, Late Bottled Vintage, de 1995.
O Reboliço foi ficando tonto e não era só da bebida: bom nefelibata que é, serviram-lhe uma nuvem de limão, sonho de leite gelado com chantilly de limão, baunilha, manteiga de avelã e granizado de casca de limão. Nuvens de limão, nuvens de limão, nuvens de limão...
Antes dos bombons que fecharam e do chá, veio para a mesa aquilo a que o sardo chamou a desconstrução da baunilha: soube o Reboliço que os seus quatro sabores básicos são o caramelo, a regalessia (coisa que, em rebuçados licorices, abomina!), o cacau e as azeitonas pretas. Foi uma baunilha doce e salgada ao mesmo tempo, que, apesar da barriguinha cheia, do satisfeito que estava, fez lembrar ao canito regalado o bonsai do início da noite e o fez querer que tudo começasse outra vez.
Reboliço, Reboliço, que fartura... E os líquidos, para não embaçar? Houve líquidos - terminaram num chá de hortelã de agradecer a algum espírito da terra que faz crescer tais ervas. Começaram num cava das caves de Agustí Torelló Mata (a mesma marca do Kripta que inundou as ostras), foram por um Ferrer Bobet branco, néctar do Priorado, de 2007; o tinto era o Terra Remota de 2008 e para as sobremesas, para terminar em bom, o bom sardo Davide trouxe um luso Taylor Fladgate, Late Bottled Vintage, de 1995.
O Reboliço foi ficando tonto e não era só da bebida: bom nefelibata que é, serviram-lhe uma nuvem de limão, sonho de leite gelado com chantilly de limão, baunilha, manteiga de avelã e granizado de casca de limão. Nuvens de limão, nuvens de limão, nuvens de limão...
Antes dos bombons que fecharam e do chá, veio para a mesa aquilo a que o sardo chamou a desconstrução da baunilha: soube o Reboliço que os seus quatro sabores básicos são o caramelo, a regalessia (coisa que, em rebuçados licorices, abomina!), o cacau e as azeitonas pretas. Foi uma baunilha doce e salgada ao mesmo tempo, que, apesar da barriguinha cheia, do satisfeito que estava, fez lembrar ao canito regalado o bonsai do início da noite e o fez querer que tudo começasse outra vez.
(Foto e hip-fotos: Reboliço. O Reboliço viajou com o apoio da G., da M. e do R., da M. J. e do F.; ficou alojado com o apoio do I., do M., do H., da M. e da P.; assistiu a Pedra de Tartera, versão de Marc Rosich para o TNC, com o apoio do I. e do M.. Por isso tudo, por muito mais, está agradecido.)
>
Comidinha,
Cunhadão,
Fotos,
Mana,
Onde andei
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Novas ruínas
O CIAC lançou com a Gradiva uma re-edição do texto de Nelson Brissac Peixoto, Cenários em Ruínas. A mana tratou-lhe da capa.
>
Mana
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Ao telefone
- Alô?
- Alô, Reboliço.
- MANA!!! Minha mana, mana linda, mana linda!
- Eh lá... Sou algum cão?!
- Alô, Reboliço.
- MANA!!! Minha mana, mana linda, mana linda!
- Eh lá... Sou algum cão?!
>
Mana
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
quinta-feira, 30 de julho de 2009
domingo, 3 de maio de 2009
"ser arrojado sem ser ostensivo"*
Prémio de Arquitectura e Urbanismo do Município de Loulé,
onde se vêem a Luca numa, e o Sorna em duas: Reboliço)
onde se vêem a Luca numa, e o Sorna em duas: Reboliço)
*Lídia Jorge, do texto dito na entrega do Prémio e publicado hoje no Público.
domingo, 26 de abril de 2009
Menção Honrosa
Fogo, Mano! Ando aqui à procura da notícia do teu vice-óscar, e nada. Só me aparecem estes duques, pá! Manda aí um link, fáxavor...
>
Dafne Editores,
Mana,
Mano
quarta-feira, 11 de março de 2009
Dormir bem
(Desenho do Mano, passado a coisa blogável pelas mãos habilidosas da Mana. A propósito - fosse do que fosse, tanto faria, que estes bonecos teriam de vir cá parar - disto.)
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
domingo, 30 de novembro de 2008
Hoje e há 500 anos
Meus manos, fostes nascer no mesmo dia do Andrea Palladio.
("Coisa bonita," pensa o Reboliço, "Ainda por cima quando no YouTube se mostram as obras dele ao som da opereta de Antonio Caldara.")
("Coisa bonita," pensa o Reboliço, "Ainda por cima quando no YouTube se mostram as obras dele ao som da opereta de Antonio Caldara.")
sábado, 22 de novembro de 2008
Mana, mas a melhor de todas é...
..."Dom Eustáquio Rebuçado, o Bola de Trapo." Ainda por cima porque, no refrão, há sempre uma vozinha do coro que se engana e diz "camisola" quando devia dizer "camisinha" e "camisinha" no lugar de "camisola." Já estou a ver o danado a escangalhar-se de riso!
Um dia no jardim,
vi pelo canto do olho
alguém que parecia assim
um novelo ou um repolho.
Era tanta a tralha
com que vinha enchouriçado
que o meu chapéu de palha
até caiu prò lado.
É que ele trazia vestido:
capa, capote e cachecol,
gabardine e sobretudo,
chapéus de chuva e de sol,
e por baixo disto tudo:
Casaco,
casaquinho,
casaqueta
e casacão,
camisa,
camisinha,
camisola e
camisolão.
Dom Eustáquio Rebuçado
mais parece uma cebola
anda tão enfarpelado
que já não anda - rebola!
Traz tantos, tantos fatos
que quando passa agora
é uma bola de trapos
com o nariz de fora.
Porque ele traz sempre vestido
capa, capote e cachecol,
gabardine e sobretudo,
chapéus de chuva e de sol,
e por baixo disto tudo:
Casaco,
casaquinho,
casaqueta
e casacão,
camisa,
camisinha,
camisola e
camisolão.
De manhã p'ra se vestir
leva um tempo que eu sei lá,
pois nunca chega a sair
sem ter posto tudo o que há.
E uma noite, ao deitar,
tinha - segundo creio -
tanto para descascar
que adormeceu a meio.
É que ele traz sempre vestido
capa, capote e cachecol,
gabardine e sobretudo,
chapéus de chuva e de sol,
e por baixo disto tudo:
Casaco,
casaquinho,
casaqueta
e casacão,
camisa,
camisinha,
camisola e
camisolão.
Dom Eustáquio Rebuçado,
de que fala a nossa história
ficou um dia encurralado
numa porta giratória.
E tanto se embrulhou
lá na porta do hotel,
que a roupa se desenrolou
como se fosse um cordel.
É que ele traz sempre vestido
capa, capote e cachecol,
gabardine e sobretudo,
chapéus de chuva e de sol,
e por baixo disto tudo:
Casaco,
casaquinho,
casaqueta
e casacão,
camisa,
camisinha,
camisola e
camisolão.
vi pelo canto do olho
alguém que parecia assim
um novelo ou um repolho.
Era tanta a tralha
com que vinha enchouriçado
que o meu chapéu de palha
até caiu prò lado.
É que ele trazia vestido:
capa, capote e cachecol,
gabardine e sobretudo,
chapéus de chuva e de sol,
e por baixo disto tudo:
Casaco,
casaquinho,
casaqueta
e casacão,
camisa,
camisinha,
camisola e
camisolão.
Dom Eustáquio Rebuçado
mais parece uma cebola
anda tão enfarpelado
que já não anda - rebola!
Traz tantos, tantos fatos
que quando passa agora
é uma bola de trapos
com o nariz de fora.
Porque ele traz sempre vestido
capa, capote e cachecol,
gabardine e sobretudo,
chapéus de chuva e de sol,
e por baixo disto tudo:
Casaco,
casaquinho,
casaqueta
e casacão,
camisa,
camisinha,
camisola e
camisolão.
De manhã p'ra se vestir
leva um tempo que eu sei lá,
pois nunca chega a sair
sem ter posto tudo o que há.
E uma noite, ao deitar,
tinha - segundo creio -
tanto para descascar
que adormeceu a meio.
É que ele traz sempre vestido
capa, capote e cachecol,
gabardine e sobretudo,
chapéus de chuva e de sol,
e por baixo disto tudo:
Casaco,
casaquinho,
casaqueta
e casacão,
camisa,
camisinha,
camisola e
camisolão.
Dom Eustáquio Rebuçado,
de que fala a nossa história
ficou um dia encurralado
numa porta giratória.
E tanto se embrulhou
lá na porta do hotel,
que a roupa se desenrolou
como se fosse um cordel.
É que ele traz sempre vestido
capa, capote e cachecol,
gabardine e sobretudo,
chapéus de chuva e de sol,
e por baixo disto tudo:
Casaco,
casaquinho,
casaqueta
e casacão,
camisa,
camisinha,
camisola e
camisolão.
Subscrever:
Mensagens (Atom)







