quinta-feira, 31 de julho de 2008

400 a.C.

- Reboliço, anda cá.
- O que foi agora? Não estavas de férias?
- Sabias que na Babilónia usavam calendários desde os anos 400 antes de Cristo? Li no NYT. Calendários, ouviste?

domingo, 27 de julho de 2008

O homem mais lindo diz:

(Foto: Reboliço, na capital mundial de espectadores do Tour de France)

Castor no montado, coalho aguado.
Filoxera na uva, domingo sem chuva.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

X.P.T.O.

Andava convencida de que esta expressão ("xispêtêó", ou coisa que soasse parecida) teria surgido com o boom informático, com um Bill Gates qualquer. A gente atribui sempre o que não conhece ao que lhe está mais próximo. À conta da epopeia mais louca e interessante do século XX, Macunaíma (escrita numa rugissante meia dúzia de dias em 1926 por Mário de Andrade e publicada faz este Julho 80 anos), descubro-lhe um uso anterior, portanto, a 1930 e pasmo: a sigla designa Cristo (do grego, Χριστός).
"Vivendo," pensa o Reboliço, "vivendo e aprendendo..."

terça-feira, 15 de julho de 2008

You rock, dude!

O Reboliço até nem está muito acostumado ao mundo dos kicks (uau!, que t-shirts, as de Julho...), diamonds, hoods, and hats, mas não há melhor tutor disso do que o T., que ainda por cima teve uma prenda inesperada. Parabéns, rapaz!

(Foto: Auto-retrato de Mr. T., a.k.a., Purple Diamond)

sexta-feira, 11 de julho de 2008

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Níveis de linguagem

Minä lahden linja-autolla minuun kotiini Helsinkiin.
Menen bussilla kotiini Helsinkiin.
Mä menen bussilla kotiin Hesaan.
Meen dösällä himaan stadiin.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Salvar o planeta com chocolate

Enquanto come o último biscoito de chocolate da caixa, o Reboliço lê que o chocolate pode ajudar a salvar o planeta. É bom para o espírito, bom para o corpo, bom para o ambiente - o tal pedacinho de Paraíso na Terra, sem dúvida. O Reboliço fecha os olhos, deixa ficar a pasta sobre a língua, deixa que o sabor invada o céu e o chão da boca, e entrevê a felicidade. Depois, engole-a.

"Lembra-me um sonho lindo"

Lembra-me um sonho lindo
Quase acabado
Lembra-me um céu aberto
Outro fechado
Estala-me a veia em sangue
estrangulada
Estoira num peito um grito
À desfilada

Canta rouxinol canta
Não me dês penas
Cresce girassol cresce
Entre açucenas
Afaga-me o corpo todo
Se te pertenço,
Rasga-me o ventre ardendo
Em fumos de incenso

Ai, como eu te quero,
Ai, de madrugada,
Ai, alma da terra,
Ai, linda
Assim deitada
Ai, como eu te amo,
Ai, tão sossegada,
Ai, beijo-te o corpo,
Ai, seara
Tão desejada

(Poema: Fausto Bordalo Dias. Chegava a ouvir este disco dez vezes seguidas. E tenho garatujados num pedacinho de papel os números das faixas preferidas: Disco 1, a 3, a 5, a 9; Disco 2, a 3, a 5 e a 6, que é esta.)

terça-feira, 8 de julho de 2008

"Anortographia"

Novo conceito, proposto aqui por Abel Barros Baptista. Ou será Bátista? O Reboliço subscreve, nem que seja pela proximidade com "hortofruticultura", "amendoeiras", "troncos de árvore onde...".

Presença persistente

Reboliço: "Tiaga, estás a ouvir?"
Tiaga: "Olá! Há que tempos que não te ouvia, pázinho!"
Reboliço: "(Que mania, a desta gata...) Era só para te dizer que, apesar de te teres ido embora há quase um ano, há ainda pêlos teus por toda a casa - sacudo as mantas, lavo os lençóis vezes e vezes, mas lá está sempre um ou outro. O que dizes a isto?"
Tiaga: "É que eu sou como aqueles colchões com memória, que ficam com o molde do corpo muito tempo depois de a malta se levantar. Aliás, se são só esses encantadores pêlos, com o branquinho cortado a meio por uma tira pequenina de castanho e negro, podes é dar-te por satisfeito. Dá um certo ar exótico ao lugar..."

segunda-feira, 7 de julho de 2008

"Manoel, Manoel, não tens abelhas e vendes mel."

A Film Comment deste bimestre tem um destaque sobre o Manoel de Oliveira. Coisa a propósito da iniciativa de há uns meses, uma retrospectiva da sua obra na Filmoteca da Brooklyn Academy of Arts. Ler aqui.

domingo, 6 de julho de 2008

"Bulldogueira" (desfocada)

(Idem. Idem. Idem. - Actualização: é na Vidigueira!
Rai's me partam, não saber mexer nas imagens!)

"Bulldogueira" (desfocada e em espelho)

(Com o mano. Foto: 1984? Reboliço? Hum... Alto Alentejo?)

sábado, 5 de julho de 2008

Parabéns, Dafne!

Depois do anúncio, do lançamento e das leituras, o livro de André Tavares Os Fantasmas de Serralves faz a alegria da Dafne:

A Dafne está feliz. O livro Os fantasmas de Serralves, da autoria de André Tavares e publicado em Novembro de 2007, foi finalista dos Prémios FAD 2008 na secção Pensamento e Crítica.

Os prémios FAD são atribuídos por uma associação catalã que «agrupa e apoia os profissionais e instituições que intervêm na concepção do espaço no seu sentido mais amplo». Das diferentes categorias dos prémios de arquitectura só foi ainda dado a conhecer o vencedor da categoria em que os fantasmas foram finalistas.
O júri, composto por Carles Martí Arís, Carles Muro e Miguel Adrià, entre as trinta e três obras consideradas para a categoria atribuiu o prémio a Escritos Críticos de Juan Daniel Fullaondo e um prémio especial ao conjunto editorial da Fundação Caja de Arquitectos e, considerou três obras finalistas: Os fantasmas, a revista Formas publicada pelo Colégio de Arquitectos de Ciudad Real e o livro Morna, Atzaró. La construcción del territorio de Elvissa, de Stefano Cortellaro, publicado pelo Colegio de Arquitectos das Ilhas Baleares.

O júri destacou o livro Os fantasmas de Serralves pelo «minucioso estudo de um lugar destacado da cidade do Porto que hoje alberga um edifício de Álvaro Siza, no qual o relato incisivo, os desenhos e as fotografias se vão entrelaçando com elegância num cuidado produto editorial.»

Ver sinopse do livro | Encomendar livro

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(Texto principal: Dafne Editores. Imagem anexa à da capa do livro:
Estudo de Jacques-Émile Ruhlmann para o hall da
casa de Serralves, (1931). © Musée des années 30. [Dafne])

sexta-feira, 4 de julho de 2008

O jovem Neil e o Rei Velho

King went a-runnin' after deer
Wasn't scared of jumpin'
off the truck in high gear
King went a-sniffin'
and he would go
Was the best old hound dog
I ever did know.

I had a dog and his name was King
I told the dog about everything
There in my truck the dog and I
Then one day the King up and died.

Then I thought about
the times we had
Once when I kicked him
when he was bad
Old King sure meant a lot to me
But that hound dog is history.

King went a-runnin' after deer
Wasn't scared of jumpin'
off the truck in high gear
King went a-sniffin'
and he would go
Was the best old hound dog
I ever did know.

That old King was a friend of mine
Never knew a dog
that was half as fine
I may find one, you never do know
'Cause I still got a long way to go.

I had a dog and his name was King
I told the dog about everything
Old King sure meant a lot to me
But that hound dog is history.

King went a-howlin' after deer
Wasn't scared of jumpin'
off the truck in high gear
King went a-sniffin'
and he would go
Was the best old hound dog
I ever did know.


(Neil Young ao som do ukelele. Dedicado ao Lobito, que ainda está para aparecer aqui.)

terça-feira, 1 de julho de 2008

Paparoca

A somar às visitas quase diárias à cozinha, fica aqui registada a lista que Jonny Bowden seleccionou dos 11 melhores alimentos que se podem comer (mais uma receita de panquecas de beterraba). Reparei há uns dias que uma marca portuguesa acrescentou aos sumos que vende o sumo de romã. Lá fora queixam-se do preço; aqui, já vou ver. Ora os onze magníficos:
  1. Beterraba
  2. Repolho
  3. Acelga
  4. Canela
  5. Sumo de romã (não entendo porque não se fala da romã só, coisa magnífica de comer, mas estes nutricionistas são doidos...)
  6. Ameixas secas
  7. Sementes de abóbora
  8. Sardinhas enlatadas (e não as frescas? Bem, as enlatadas até seguem...)
  9. Falso-açafrão (Curcuma Longa)
  10. Mirtilhos congelados (congelados???)
  11. Abóbora em lata (abóbora em quê???)
Os items 6., 7., 8. e 9. não costumam tocar-me nas tabelas. Já os restantes são habituais, mais semana menos semana, nas suas formas menos sofisticadas. É capaz de ser bom sinal.